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Autoridade Palestina fala em 2.670 deslocados em Hebron; Israel cita cerca de 2.000

Operação do Exército israelense começou após ataque que matou dois soldados na sexta (23), e a Cisjordânia ficará fechada na terça (27), dia da eleição em Israel.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Soldados israelenses caminham por uma rua de Hebron, com comércios fechados.
Foto: Sete Ruiz / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O gabinete do primeiro-ministro palestino afirmou neste domingo (25) que mais de 2.670 palestinos foram deslocados à força de suas casas em Hebron, na Cisjordânia ocupada. O número, publicado no X, é atribuído à Prefeitura da cidade e se refere à operação israelense iniciada na sexta (23). Segundo o gabinete, a maioria é de mulheres, crianças e idosos.

Israel dá outra conta. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que cerca de 2.000 palestinos haviam sido deslocados até a noite de sábado (24). Os dois lados não explicaram como contaram nem se usam o mesmo período e a mesma área.

Número palestino subiu ao longo do fim de semana

No sábado, um funcionário palestino falou em cerca de 1.200 pessoas obrigadas a deixar suas casas. O prefeito de Hebron, Yousef Zouhair al-Jabari, disse que outras 1.300 corriam risco de perder suas moradias. Ainda no sábado, o prefeito afirmou à Al Jazeera que 2.200 pessoas haviam sido expulsas. A estimativa de 2.670 é a mais recente.

Katz disse à emissora pública Kan que os moradores não voltam tão cedo. Segundo ele, só poderão retornar quando Israel terminar de lidar com "todas as questões do Hamas em Hebron".

O ataque e a operação

Na sexta, atiradores mataram dois soldados israelenses e feriram outros três em um posto de controle perto de Hebron. Os dois suspeitos, moradores de Hebron, também morreram. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou um "fechamento total" da Cisjordânia e anunciou uma operação ampla.

O Exército diz que a ação, nos bairros de Al-Jaladah e Ein Deir Baha, busca militantes e armas. Em comunicado, também informou que faria demolições. A Autoridade Palestina chamou a operação de "punição coletiva". O prefeito de Hebron afirmou que as ações têm motivação eleitoral, por causa da votação de terça, na qual a coalizão de Netanyahu pode perder a maioria, segundo pesquisas.

Cisjordânia fechada na eleição

O Exército israelense anunciou a proibição de entrada e saída de trabalhadores palestinos e o fechamento de todas as passagens terrestres durante o dia da eleição. De domingo a segunda (26), trabalhadores palestinos também ficam impedidos de entrar, com exceção de zonas industriais e de algumas áreas autorizadas.

Os israelenses votam na terça (27) para renovar o Parlamento. Até lá, as tropas seguem em Hebron, e os moradores deslocados não têm data para voltar.

Perguntas frequentes

Quantos palestinos foram deslocados em Hebron?

A Autoridade Palestina fala em mais de 2.670 pessoas; Israel, pelo ministro da Defesa Israel Katz, cita cerca de 2.000 até a noite de sábado (24).

Quando a Cisjordânia ficará fechada?

O fechamento total das passagens terrestres vale no dia da eleição israelense, terça (27), e a proibição de entrada de trabalhadores palestinos segue de domingo a segunda (26).

Por que a operação em Hebron começou?

Atiradores mataram dois soldados israelenses e feriram outros três em um posto de controle perto de Hebron na sexta (23); o Exército diz que a ação busca militantes e armas.

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