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AMAU defende biodiesel como renda no Alto Uruguai; encontro não anunciou projeto novo

Erechim já tem uma usina em operação, a da Olfar, mas o evento no Sindicato Rural teve discurso e debate, sem investimento ou cronograma.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 02:52 · 1 min de leitura

Ilustração: usina de biodi
Imagem: Bairrista/IA

O prefeito de Centenário, Genoir Marcos Florek, o Neninho, defendeu o biodiesel como alternativa de renda para o agro da região. Presidente da Associação de Municípios do Alto Uruguai (AMAU), ele falou em evento no Sindicato Rural de Erechim com o ex-deputado federal Jerônimo Goergen, especialista em biocombustíveis. O encontro foi na quinta-feira (15).

Quadro: AMAU defende biodiesel como renda no Alto Uruguai; encontro não anunciou projeto novo
Entenda em um quadro · Bairrista

Para quem planta soja na região, a proposta ainda é de conversa. Nem o evento nem o comunicado da AMAU anunciaram usina nova, investimento, cronograma ou contrato de fornecimento. Neninho disse que o produtor "sabe trabalhar e produzir", mas que é preciso avançar na comercialização e "discutir, planejar e investir em alternativas que gerem renda".

Erechim já produz biodiesel

A discussão parte de uma indústria que existe. A Olfar colocou a usina de Erechim em funcionamento no primeiro semestre de 2010. A planta tem capacidade para 216 milhões de litros e está entre as 15 maiores do país, segundo o cadastro do portal Biodiesel BR.

A empresa tem sede em Erechim e unidades de recebimento de grãos no Rio Grande do Sul.

Um lote exportado pela empresa saiu da planta de Erechim e usou 100% óleo de soja, produzido na unidade de extração do próprio grupo.

A unidade se tornou a segunda usina do país certificada pelo protocolo Super Bio+.

O selo é voluntário e traz critérios superiores ao mínimo da ANP.

O cenário nacional

O setor trabalha hoje com mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel, a B15. A consultoria Stonex projeta alta de 7,2% na demanda em 2026, para 10,4 milhões de metros cúbicos.

Segundo a mesma avaliação, o óleo de soja deve responder por 84,7% da matéria-prima.

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