Agro soma 28,4 milhões de ocupados no 2º trimestre, recorde da série, com alta de 0,7%
Segmento primário cresce 2,7% e puxa o resultado, enquanto insumos (-6,5%) e agroindústria (-2,4%) encolhem e os sem carteira caem 1,7%.
Por que afeta o RS: O agronegócio é um dos principais empregadores do Rio Grande do Sul, e o crescimento do setor se reflete diretamente na ocupação no estado.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O agronegócio brasileiro reuniu 28,4 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026, alta de 0,7% sobre o mesmo período de 2025. É o maior contingente para um segundo trimestre desde o início da série, em 2012, segundo o boletim do Cepea/Esalq-USP em parceria com a CNA, divulgado na sexta (16).
O setor respondeu por 26% da população ocupada do país. No Rio Grande do Sul, o agro respondeu por 49,3% dos novos empregos formais gerados no estado no primeiro trimestre de 2026, com saldo de 23.123 vagas com carteira assinada, segundo o governo gaúcho.
Primário puxa, insumos e indústria recuam
O avanço foi sustentado pelo segmento primário, com alta de 2,7%, e pelos agrosserviços, com 1,1%. Insumos agropecuários caíram 6,5%, e a agroindústria, 2,4%. O boletim cita cafeicultura, milho, avicultura e suinocultura entre as atividades em expansão.
Entre as categorias, os trabalhadores por conta própria aumentaram 2,4%, os empregadores, 3,5%, e os empregados com carteira assinada, 0,5%. Os sem carteira recuaram 1,7%. Os formais seguem como maior grupo: cerca de 9,88 milhões de pessoas, ou 34,8% da população ocupada do agronegócio.
Por gênero, a ocupação feminina cresceu 0,7% (76.055 trabalhadoras) e a masculina, 0,6% (112.495 trabalhadores). O boletim também aponta aumento da escolaridade e da participação feminina.
Base é a PNAD Contínua
Os dados partem da PNAD Contínua, do IBGE. Cepea e CNA combinam PNAD, RAIS e metodologia própria para definir quais atividades entram no agro.
Resultado vem após queda no início do ano
Na comparação com o trimestre anterior, a alta foi de 0,1%, ou 27 mil pessoas, enquanto o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,0%, com 1,08 milhão a mais. A fatia do agro caiu de 26,3% no primeiro trimestre para 26%. No primeiro trimestre, o setor tinha 27,79 milhões de ocupados, queda de 1% sobre 2025, ou 267.298 trabalhadores a menos.
Serviço: o boletim completo, com tabelas por segmento e categoria, está no site da CNA (cnabrasil.org.br).
Saber mais
- CNA – Agro bate recorde histórico de empregos no 2º trimestre de 2026
- CNA – Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, 2º trimestre 2026
- Cepea/Esalq-USP – release de 16/10/2026 (reproduzido pelo Gepec)
- Revista Cultivar – gráficos e fontes do boletim Cepea/CNA
- Portal do Estado do RS – Agronegócio movimenta US$ 3,2 bilhões em exportações no 1º trimestre de 2026
- Band – Agronegócio perde 267 mil vagas no 1º trimestre de 2026, indica Cepea
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