Obra do Calçadão da Bacelar, no Rio Grande, vai parar em dezembro e volta em janeiro
Prefeitura e CDL criam grupo de trabalho; levantamento já encontrou 87 CNPJs e dez alvarás de ambulantes entre as ruas Benjamin Constant e General Neto.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

A Prefeitura do Rio Grande prevê interromper em dezembro a revitalização do Calçadão da Rua General Bacelar e retomar os trabalhos em janeiro, para reduzir o impacto sobre as vendas de fim de ano. A informação foi dada na noite de segunda-feira (19), em reunião na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) com representantes do Executivo e comerciantes.

A secretária do Gabinete de Programas e Projetos Especiais (GPPE), Giovana Trindade, afirmou que a ideia é avançar o máximo possível no trecho em execução antes da parada.
Grupo de trabalho vai acompanhar o cronograma
O encontro foi o primeiro de uma série. Entre os encaminhamentos está a criação de um grupo de trabalho (GT) para acompanhar o cronograma, repassar informações sobre as etapas da obra e buscar alternativas para o funcionamento do comércio durante e depois da revitalização. Segundo Giovana, a proposta é manter reuniões periódicas, com possibilidade de encontros mensais.
A obra começou com a abertura do calçamento e sondagens para identificar as condições das redes subterrâneas. Essa fase já foi concluída. A próxima prevê a execução das tubulações de esgoto e drenagem.
Há ainda acompanhamento arqueológico. Conforme a secretária, a equipe monitora os trabalhos o tempo todo e recolhe peças encontradas nas escavações.
Thaís Saggiomo, responsável pelo trabalho social no GPPE e chefe do Escritório de Monitoramento, disse que as próximas etapas deverão levar em conta períodos de maior movimento, como o Natal e o Dia das Mães. Ela também citou a possibilidade de usar eventos e a iluminação natalina para atrair gente à região.
Levantamento já contou 87 CNPJs e dez alvarás
Um grupo das secretarias de Direitos Humanos (SMADH), de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar (SMDITMAR) e de Planejamento e Regularização Fundiária (SPLANH) levanta quem trabalha no Calçadão entre as ruas Benjamin Constant e General Neto. O GPPE também integra o grupo. A coordenação é da Sala do Empreendedor, na SMDITMAR.
Até agora, foram identificados 87 CNPJs de empresas em atividade e dez alvarás ativos de trabalhadores ambulantes. Profissionais autônomos, como médicos e psicólogos, ainda estão sendo identificados. A Secretaria de Direitos Humanos mapeia separadamente os ambulantes migrantes, entre eles senegaleses.
A superintendente de Associativismo, Cooperativismo e Empreendedorismo Feminino da SMDITMAR, Adriana Silveira, explicou que não há definição sobre mudança de localização nem sobre medidas de formalização. Por ora, o objetivo é saber quem trabalha no local, que atividades exerce e do que precisa.
CDL convoca lojistas
A presidenta da CDL do Rio Grande, Letícia Vanzelote, disse que lojistas e proprietários de imóveis puderam apresentar suas preocupações diretamente à Prefeitura e aos responsáveis pela obra. A entidade pretende acompanhar o cronograma e a execução dos serviços.
Letícia convocou lojistas e proprietários de imóveis a participar das próximas reuniões e do grupo de trabalho.
Perguntas frequentes
Quando a obra do Calçadão da Bacelar deve parar?
A Prefeitura do Rio Grande prevê interromper a revitalização em dezembro, para reduzir o impacto sobre as vendas de fim de ano, e retomar em janeiro.
Quantas empresas e ambulantes foram identificados no Calçadão?
Até agora foram identificados 87 CNPJs de empresas em atividade e dez alvarás ativos de trabalhadores ambulantes entre as ruas Benjamin Constant e General Neto.
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