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Zelensky recebe Witkoff em Oslo após acusar EUA de atrasar mísseis interceptadores

Rubio nega bloqueio deliberado e fala em equilíbrio de compromissos, enquanto Kiev pede que o serviço Starshield seja restabelecido.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Prédios do complexo governamental (Regjeringskvartalet) em Oslo, Noruega, com canteiros de rosas e uma escultura em primeiro plano.
Foto: Geir Hval (www.MacWhale.eu) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, recebe nesta terça (20), em Oslo, o enviado americano Steve Witkoff para tentar reorganizar a relação com Washington. O premiê da Noruega, Jonas Gahr Støre, disse que a capital norueguesa sedia conversas entre Zelensky, Witkoff, Jared Kushner e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb. Kushner está doente, não viajou e participa de forma remota.

A discussão gira em torno da defesa antiaérea ucraniana. Na segunda (19), Zelensky disse a parlamentares americanos que o Pentágono atrasa a entrega de mísseis já pagos por países europeus. Segundo ele, o envio aguardava a assinatura do secretário de Defesa, Pete Hegseth. Kiev não informou quantos interceptadores estão parados nem o prazo esperado.

O que cada lado diz

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, rebateu as acusações. "Nada está sendo negado à Ucrânia de forma deliberada", afirmou. Para ele, a questão é um equilíbrio entre as obrigações com outros parceiros e as necessidades dos próprios americanos. Segundo Rubio, o presidente Donald Trump está "frustrado" com as declarações de Zelensky. Na segunda, em visita ao Uzbequistão, Rubio já havia negado que o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia tivesse sido retirado.

Zelensky conversou com Rubio na manhã de terça. Ele disse que o assunto principal foram os interceptadores de mísseis balísticos e o alerta antecipado de ataques russos, além da restauração do acesso ao Starlink e ao Starshield. Zelensky classificou a conversa como "substantiva" e "construtiva". Os dois combinaram de falar de novo em breve.

Satélites, diesel e ataques à energia

O Starshield foi desenvolvido pela SpaceX, mas é controlado e gerenciado pelo governo dos EUA. Em 14 de outubro, Elon Musk afirmou que a restrição de velocidade no pacote militar dependia do governo americano, não da empresa. Trump negou ter ordenado a redução depois que Musk disse que a ordem só poderia ter vindo da Casa Branca.

O clima azedou também por causa do diesel. Trump suspendeu parte das sanções para fechar um acordo de fornecimento com o russo Vladimir Putin. Os EUA têm eleições de meio de mandato em 3 de novembro, e o preço do combustível pesa na disputa. Kiev vê o acordo como recompensa ao invasor.

Zelensky afirmou na segunda que a Ucrânia não recebeu alerta antecipado dos ataques russos com mísseis contra instalações de energia na região da capital.

Próximo passo

Segundo Støre, as conversas começaram na tarde desta terça e seguem noite adentro. Os participantes não divulgaram resultado até a publicação desta matéria. O premiê norueguês disse esperar um encontro em breve para que Witkoff relate a Putin os contatos com ucranianos e europeus.

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