Wine hunter na Avaliação de Vinhos diz que acima de 50 euros se paga a marca
André Baader, brasileiro radicado na Geórgia, comentou um vinho de Flores da Cunha na 34ª edição e atribui o valor a conversas com enólogos.
Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 1 min de leitura

O wine hunter André Baader, brasileiro que vive na Geórgia e diz ter visitado mais de 120 países, afirmou que vinho caro não é sinônimo de vinho bom. Ele foi um dos comentaristas da 34ª Avaliação Nacional de Vinhos, realizada no sábado (17), em Bento Gonçalves. Ele disse que, acima de cerca de 50 euros, o consumidor paga pela marca.
Para quem compra vinho no RS, a conversa pesa no bolso. Baader diz que, no Brasil, rótulo caro só vende se o nome já for conhecido: "Ninguém vai pagar R$ 500 em uma garrafa que não seja conhecida". Ele diz que o mercado brasileiro é mais sensível a produtos novos e de nicho, em parte por causa dos impostos.
Baader diz que o patamar de 50 euros é consenso entre enólogos com quem conversa pelo mundo.
Avaliação reuniu 558 amostras de dez estados
A edição de 2026 recebeu 558 amostras de 83 vinícolas de dez estados e do Distrito Federal. Foram selecionadas 191 amostras de 50 vinícolas, o grupo que representa 30% da Safra 2026. Dessas, 16 foram servidas ao público em degustação comentada.
A amostra comentada por Baader foi um Chardonnay da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, de Flores da Cunha. Teve mediana de seleção 92 e nota 94 do comentarista.
A Avaliação não é concurso: busca os vinhos mais representativos da safra, sem medalhas nem vencedor único. As notas dos comentaristas e as medianas não formam uma classificação oficial.
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