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Em depoimento à PF, Vorcaro nega fraude no BRB e pede arquivamento; defesa foi à CIDH

O banqueiro disse estar preso injustamente em gravação de 15 de outubro, tornada pública na quinta (29), e a petição à Comissão Interamericana ganhou divulgação nesta segunda (2).

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em foto de registro policial.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou à Polícia Federal ter cometido fraude em operações com o BRB e pediu o arquivamento do inquérito. A fala ocorreu em depoimento de 15 de outubro, cujo vídeo foi divulgado na semana passada. A divulgação da petição da defesa à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), contra a prisão preventiva, veio nesta segunda (2).

A prisão preventiva de Vorcaro é o pano de fundo dos dois fatos. A defesa leva o caso a um órgão internacional, e o próprio investigado usou o depoimento para pedir que a PF encerre a investigação.

O que Vorcaro disse à delegada

O interrogatório foi tornado público na quinta-feira (29). A íntegra em vídeo tem 2h28min. No vídeo, Vorcaro nega responsabilidade pela crise do Banco de Brasília a partir das transações investigadas na Operação Compliance Zero.

A linha de defesa é que o negócio original foi trocado por outros. Segundo ele, a operação foi substituída depois da identificação de problemas nas carteiras. Por isso, os ativos entregues depois precisam ser avaliados para saber se houve prejuízo ao BRB. Ele também negou que os imóveis representassem vantagem indevida para facilitar a compra de carteiras de crédito.

A PF apresentou conversas extraídas do celular de Vorcaro e de outros integrantes do banco. O empresário reclamou da interpretação das mensagens e disse que diálogos comerciais estavam sendo analisados fora de contexto.

Sobre o inquérito, afirmou: "Esse caso tem que ser arquivado, imediatamente, urgentemente". Ele também disse estar disposto a prestar esclarecimentos sobre suas relações.

"Preso injustamente"

"Eu estou preso injustamente por conta disso. Eu não fiz fraude nenhuma com o BRB", afirmou. Ele disse ainda que, um dia, "as pessoas do Banco Central vão ser responsabilizadas" por supostos prejuízos causados a ele.

Vorcaro disse estar com a "vida devassada" e a "família dilacerada" por causa da prisão. Ele pediu perícia nos ativos e, em seguida, que a Justiça o solte para esperar o resultado em casa.

Indiciamento e petição internacional

Na terça (28), um dia antes da divulgação do vídeo, a PF indiciou Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. O indiciamento é por suspeita de crimes financeiros. Indiciamento é a conclusão da polícia e não equivale a denúncia nem a condenação.

A petição à CIDH foi protocolada em 27 de outubro, antes do indiciamento e da divulgação do depoimento. A defesa alega violações na prisão preventiva e afirma que, desde a prisão, não há denúncia formal contra Vorcaro. A defesa pede ainda que um juiz competente decida o pedido de liberdade em cinco dias.

A prisão preventiva dele foi decretada no âmbito da Operação Compliance Zero.

A íntegra em vídeo, com 2h28min, está disponível no Poder360. O ND Mais publicou também a transcrição completa do depoimento.

Perguntas frequentes

Vorcaro foi indiciado pela PF?

Sim. Na terça (28), a PF indiciou Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, por suspeita de crimes financeiros; indiciamento não equivale a denúncia nem condenação.

Quando foi o depoimento de Vorcaro à PF?

O depoimento ocorreu em 15 de outubro, e o vídeo, com 2h28min, foi divulgado na quinta-feira (29).

Para onde a defesa de Vorcaro levou o caso?

Para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), com petição protocolada em 27 de outubro contra a prisão preventiva.

O que Vorcaro pede à Justiça?

Que o inquérito seja arquivado, que seja feita perícia nos ativos e que ele seja solto para aguardar o resultado em casa.

Saber mais: fontes consultadas (6)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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