Irã deixa Doha, mantém mensagens com os EUA e propõe reabrir Ormuz em dois dias
Conversas em Doha acabaram sem avanço decisivo, Teerã condiciona Ormuz ao fim do bloqueio naval e China e Rússia pedem que as partes evitem retomar a ação militar.
Por que afeta o RS: Uma interrupção prolongada em Ormuz pode elevar o preço internacional do petróleo e os custos de combustíveis e transportes no Rio Grande do Sul.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura
Atualizada 02/11, 20:32 · As conversas em Doha terminaram sem avanço decisivo, uma proposta de acordo circula entre as partes e China e Rússia pediram que se evite retomar a ação militar.

A delegação iraniana deixou Doha, no Catar, no domingo (1), depois de três dias de conversas com mediadores. Autoridades iranianas dizem que o encontro terminou sem avanço decisivo. Uma autoridade informada sobre as negociações disse que a saída não ocorreu por dificuldades na negociação, e que um novo encontro é possível. Nesta segunda (2), o Irã afirmou que a troca de mensagens com os Estados Unidos continua por meio dos mediadores.
Um funcionário citado pela agência Reuters afirmou que uma proposta de acordo está circulando entre as partes. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que os EUA implementariam um conjunto de medidas no primeiro dia, e o Irã reabriria o Estreito de Ormuz no segundo, restabelecendo a navegação normal. A proposta depende de Washington aceitar as exigências de Teerã.
O que isso pode mudar no RS
Ormuz é rota de petróleo e gás natural para o mundo todo. No Rio Grande do Sul, o efeito é indireto: o preço do diesel e da gasolina nos postos de Porto Alegre e do interior também depende do câmbio e das decisões comerciais de Petrobras, distribuidoras e revendedores. Nenhuma fonte oficial quantificou o impacto da proposta nos combustíveis gaúchos.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) publica na terça (3) o levantamento de preços de revenda de 25 a 31 de outubro. Será o dado mais recente para conferir os valores praticados no RS.
Condições e reação de Washington
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, disse que nenhum acordo final pode avançar, nem o estreito ser reaberto, sem o fim do bloqueio naval dos EUA. Entre as exigências iranianas estão o fim da guerra em todas as frentes, a liberação de ativos congelados e o levantamento das sanções ao setor petrolífero.
Washington não confirmou que aceita o plano. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que as conversas lideradas pelo Catar seguem, mas que não conhece prazo. O presidente Donald Trump já havia rejeitado uma proposta iraniana anterior.
China e Rússia pediram que as partes evitem retomar a ação militar.
O plano de dois dias é uma versão encurtada de um roteiro de sete dias. O Irã diz aguardar a resposta americana mais recente. Há preocupação com a possibilidade de retomada de ataques depois das eleições legislativas dos EUA, na terça (3).
Serviço
O levantamento semanal da ANP sai na terça (3), no site gov.br/anp, e traz os preços médios de gasolina e diesel por estado e município. Quem roda pelas estradas gaúchas ou depende de frete pode comparar com o que paga no posto e acompanhar eventuais comunicados da Petrobras sobre reajuste.
Atualização: entraram o balanço de que as conversas em Doha terminaram sem avanço decisivo, a informação de que uma proposta de acordo circula entre as partes e o pedido de China e Rússia para que se evite retomar a ação militar.
Perguntas frequentes
O que o Irã propõe para reabrir o Estreito de Ormuz?
O Irã propõe que os EUA implementem um conjunto de medidas no primeiro dia e que o Irã reabra o estreito no segundo, restabelecendo a navegação normal, mas a proposta depende de Washington aceitar as exigências de Teerã.
Os EUA aceitaram a proposta iraniana?
Não. Washington não confirmou que aceita o plano, e o secretário de Estado, Marco Rubio, disse não conhecer prazo para as conversas.
Como isso afeta o preço dos combustíveis no RS?
O efeito é indireto, pois o preço do diesel e da gasolina depende também do câmbio e das decisões de Petrobras e distribuidoras. Nenhuma fonte oficial quantificou o impacto da proposta nos combustíveis gaúchos.
Quando sai o próximo levantamento de preços da ANP?
O levantamento de preços de revenda de 25 a 31 de outubro será publicado na terça-feira (3), no site gov.br/anp.
Saber mais: fontes consultadas (7)
Do interior do RS
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