Vacaria: MPRS mira esquema de home care com cobrança até 12 vezes acima do mercado
Investigação nasceu em caso de paciente de Vacaria, mas bloqueios de até R$ 1 milhão, oito veículos e 33 imóveis foram executados em Passo Fundo.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Para Vacaria, o caso começou em casa: a investigação começou na cidade, mas as diligências ocorreram em Passo Fundo, onde foram localizados imóveis, veículos e outros bens ligados aos investigados, além dos endereços da empresa e do escritório de advocacia apurados no caso.

Quatro alvos e bloqueio de até R$ 1 milhão
São quatro alvos: três pessoas físicas e uma jurídica. Entre os investigados está uma advogada.

A Justiça autorizou medidas sobre oito veículos, 33 imóveis e valores de até R$ 1 milhão. Segundo o promotor Manoel Figueiredo Antunes, do Gaeco (5º Núcleo Regional Serra), os recursos eram movimentados e concentrados fora da comarca de origem dos fatos. Por isso, as medidas patrimoniais foram direcionadas aos locais onde os bens estavam.
O que os números mostram
O MPRS aponta que uma empresa usava orçamentos muito acima dos valores de mercado para embasar ações judiciais de home care. Em um dos casos analisados, um orçamento independente indicou custo mensal de R$ 13,1 mil, enquanto a empresa investigada cobrava R$ 162,4 mil pelo mesmo serviço. O MPRS aponta, nesse caso, um total de R$ 324,8 mil.
Os alvos movimentaram mais de R$ 13,4 milhões entre 2022 e 2025. Um dos investigados recebeu mais de R$ 9 milhões. O valor é movimentação financeira investigada, não prejuízo apurado.
Pacientes e próximos passos
A apuração indica que verbas obtidas por decisões judiciais eram desviadas sem que os pacientes recebessem a assistência integral devida. O MPRS não informou se outros pacientes de Vacaria ou da região foram afetados. Outros possíveis episódios semelhantes também estão sob investigação.
A operação foi coordenada por Antunes e pelo promotor Raynner Salles de Meira, da Promotoria de Vacaria. Teve apoio do Núcleo de Inteligência do MPRS, da Brigada Militar e do promotor Diego Pessi. É a quinta operação do MPRS contra fraudes em home care desde dezembro de 2024.
O objetivo das medidas é preservar o patrimônio, aprofundar as investigações e garantir o ressarcimento aos cofres públicos. A investigação segue em andamento.
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