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Universal diz após eleição que urnas não mudam a fé e segue sem apoiar Lula nem Flávio

Mensagem publicada no site da igreja veio com o Digimais, banco controlado por Edir Macedo, sob investigação da PF desde a Operação Miragem, em junho.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A simple wooden church pew in soft morning light besi
Ilustração: Bairrista

A Igreja Universal do Reino de Deus publicou em seu site, nesta segunda (26), a mensagem "Seu candidato ganhou ou perdeu. E agora?", com orientação para que os fiéis ponham a fé acima das diferenças políticas. O texto saiu depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos.

O recado vale para a mesa de qualquer família dividida pela eleição. Segundo a mensagem, a eleição acaba, mas o parente que votou diferente segue na família e o colega continua ao lado no trabalho. A igreja também pede que os fiéis orem pelo Brasil e por seus governantes.

Neutra entre Lula e Flávio

No segundo turno, a direção da Universal orientou seus líderes a não apoiar nenhum dos dois candidatos, segundo reportagens do jornal O Globo e da revista CartaCapital. O Republicanos, partido ligado à igreja, declarou apoio a Flávio Bolsonaro. A posição do partido, porém, não equivale a um apoio institucional da Universal.

A postura difere da de 2022. Naquela eleição, a igreja apoiou Jair Bolsonaro. O bispo Edir Macedo declarou voto em Bolsonaro, e o bispo Renato Cardoso, genro de Macedo, publicou um texto contra a esquerda.

Digimais está sob investigação da PF

O Digimais é controlado por Macedo. A Polícia Federal deflagrou em 23 de junho a Operação Miragem, para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e bloqueou bens e valores. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 670,3 milhões.

Segundo a PF, a apuração parte de relatórios do Banco Central. Os investigadores suspeitam que a direção do banco alterou balanços e registros enviados ao regulador para esconder a real situação financeira. Os envolvidos podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas. São suspeitas em apuração, sem condenação.

Em 29 de junho, o governo de São Paulo suspendeu novos consignados do Digimais para servidores estaduais, incluindo policiais militares. Em nota, o banco afirmou que colabora com as autoridades e segue operando dentro das normas do Banco Central.

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