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TSE admite ação do Novo que pede cassação da chapa Lula-Alckmin e dá 5 dias para defesa

A ação tem o número 0603194-42.2026.6.00.0000 e questiona 35 atos do governo federal editados de janeiro a outubro de 2026; o mérito ainda não foi julgado.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Foto: divulgação TSE (dez/2025).
Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu nesta quinta (5) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) do Partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Os dois têm cinco dias para apresentar defesa.

A admissão só autoriza o processo a andar: o TSE não julgou o mérito nem reconheceu abuso. A ação é nacional e corre em Brasília, mas vale para o eleitor gaúcho porque define até onde o governo pode ir com medidas de apelo popular em ano de eleição.

O que o Novo alega

O partido sustenta que houve abuso de poder político em 2026. A ação questiona 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, editados de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2026. Entre as medidas estão o reajuste do Bolsa Família e a ampliação de subsídios aos combustíveis.

O partido afirma que 12 desses atos foram adotados no período eleitoral.

O que o partido pede

O Novo pede a cassação dos registros ou diplomas da chapa e a inelegibilidade de Lula e Alckmin por oito anos, caso as acusações sejam comprovadas.

A ação se soma a outros processos apresentados à Justiça Eleitoral contra a chapa. Em manifestação pública, o Novo afirmou que Lula usou a máquina pública para se reeleger. O partido diz ter três ações pedindo a cassação da chapa.

A decisão de Cueva trata somente da admissibilidade. Depois das defesas, o relator decide se o processo segue e como será a instrução.

Perguntas frequentes

A ação já pode levar à cassação da chapa?

Não. A admissão só autoriza o andamento; o TSE não julgou o mérito nem reconheceu abuso.

Quanto tempo Lula e Alckmin têm para responder?

Cinco dias para apresentar defesa, conforme a decisão do corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva.

Quais atos do governo estão sendo questionados?

35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, editados de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2026, incluindo o reajuste do Bolsa Família e subsídios aos combustíveis.

O que acontece depois das defesas?

O relator decide se o processo segue e como será a instrução.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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