Trump diz que Flávio Bolsonaro pode ficar nos EUA; PF não vê saída por Foz do Iguaçu
O presidente americano afirmou que não tem planos de encontrar o senador, e dois advogados pedem à Justiça Federal do Rio o corte de subsídio, verba de gabinete e auxílio-moradia.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura
Atualizada 01/11, 05:53 · A Polícia Federal não vê registro de saída de Flávio Bolsonaro do país por Foz do Iguaçu, dado que a matéria publicada às 05:44 não trazia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e que ele pode ficar no país "quanto tempo quiser". A fala foi feita a jornalistas, durante uma festa de Halloween no clube Mar-a-Lago, na Flórida.
No mesmo dia, a Justiça Federal do Rio de Janeiro recebeu uma ação popular que pede a suspensão dos pagamentos públicos ao parlamentar. É um pedido dos autores. A ação ainda não suspendeu o salário nem afastou o mandato.
A Polícia Federal, por sua vez, não vê registro de saída de Flávio do país pelo posto de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, segundo o noticiário deste domingo (1º).
O que Trump disse
Segundo a agência Xinhua, Trump afirmou que Flávio foi tratado "muito mal" e chamou a eleição brasileira de uma vergonha, sem apresentar provas de irregularidades. Flávio perdeu o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro.
Segundo a Reuters, um funcionário americano e outra pessoa familiarizada com o assunto disseram que Trump não pretende, por ora, apoiar as ambições políticas de Flávio. Ainda de acordo com a agência, ele entrou nos EUA com o status de "humanitarian parole", que costuma durar um ano.
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse no sábado, em Atlanta, que o governo americano não participou diretamente da saída de Flávio do Brasil. Rubio também afirmou que conversou com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, na reunião do G20, e que os dois voltarão a se ver em algumas semanas.
O que pede a ação popular
Os advogados Leonardo Nicolau Passos Marinho e Rodrigo da Silva Roma protocolaram a ação no dia 31. O processo foi distribuído à 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, informou a Agência Brasil.
Eles pedem, em caráter liminar, a suspensão de quatro pagamentos: subsídio, verba de gabinete, auxílio-moradia e Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS). Pedem também que a Mesa do Senado informe a situação funcional de Flávio. Ao final, querem que os pagamentos sejam declarados irregulares, com possível ressarcimento aos cofres públicos.
Os autores argumentam que a permanência do senador no exterior compromete o exercício do mandato e pode causar prejuízo ao erário e ferir a moralidade administrativa. A assessoria de Flávio não havia se manifestado à Agência Brasil, e o Senado não se pronunciou sobre a situação funcional do parlamentar.
O pedido mira dinheiro público federal: subsídio, verba de gabinete, auxílio-moradia e cota parlamentar de um senador. O pedido de liminar depende de decisão da 6ª Vara Federal do Rio.
Atualização: a Polícia Federal não vê registro de saída de Flávio Bolsonaro do país por Foz do Iguaçu, segundo o noticiário de domingo (1º). A informação entrou no terceiro parágrafo.
Perguntas frequentes
Flávio Bolsonaro pode ficar nos Estados Unidos?
Segundo Trump, sim: ele pode ficar no país "quanto tempo quiser". Reuters aponta que ele entrou com o status de "humanitarian parole", que costuma durar um ano.
Flávio Bolsonaro já teve o salário suspenso?
Não. A ação popular apenas pede a suspensão em caráter liminar; a ação ainda não suspendeu o salário nem afastou o mandato.
Onde a ação foi protocolada?
Na 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, no dia 31, pelos advogados Leonardo Nicolau Passos Marinho e Rodrigo da Silva Roma.
A PF registrou a saída de Flávio do país?
Não. A Polícia Federal não vê registro de saída de Flávio pelo posto de Foz do Iguaçu, segundo o noticiário de domingo (1º).
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