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The Economist alerta Lula sobre risco de crise fiscal e recessão após reação do mercado

Revista britânica diz que investidores se assustaram com a reeleição e cobra ministro da Fazenda que passe confiança e um plano para as contas públicas.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Arte: selo do Bairrista na cor da editoria Política
Arte: Bairrista

A revista britânica The Economist publicou uma análise sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em que afirma que o mercado financeiro reagiu mal ao resultado. Segundo o texto, o país corre risco de crise fiscal e de recessão se o presidente não mudar a condução da política econômica.

A reação apareceu nos preços logo depois da votação. O Ibovespa despencou e o dólar disparou na segunda-feira (26), depois da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.

O que a revista cobra do governo

Na análise, reproduzida pelo Estadão, a The Economist avalia que Lula precisará demonstrar compromisso com a disciplina fiscal. O primeiro passo seria escolher um ministro da Fazenda que transmita confiança ao mercado e apresentar um plano consistente para controlar as contas públicas.

Entre as medidas citadas estão limites para os gastos, a revisão de benefícios tributários concedidos a empresas e o controle do crescimento das despesas previdenciárias, sobretudo com aposentadorias de servidores públicos e militares.

A revista dá prazo curto ao governo e afirma que os próximos quatro anos terão de ser muito diferentes dos anteriores e que Lula não tem muito tempo para convencer os investidores de que mudará de rumo. No fecho, o alerta é direto: "Sua vitória dourada virará cinzas."

Leitura diferente entre economistas

O economista Paulo Nogueira Batista Jr., ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento e ex-diretor-executivo no FMI, projeta que a oscilação da segunda-feira cederá rapidamente e que o cenário se estabilizará nos próximos dias. Para ele, muitas posições no mercado foram montadas na expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro.

O que muda para o RS

Câmbio e juros mexem diretamente com quem produz e exporta no Rio Grande do Sul, de soja, arroz e carnes, e com o custo do crédito rural e industrial. A direção da política econômica e a escolha do futuro comando da Fazenda são os próximos sinais que o setor produtivo gaúcho vai acompanhar.

O governo ainda não definiu publicamente o nome para o Ministério da Fazenda. A análise da The Economist está disponível na edição da revista, e a reprodução em português foi publicada pelo Estadão.

Perguntas frequentes

O que a The Economist disse sobre a reeleição de Lula?

Que o mercado reagiu mal ao resultado e que o país corre risco de crise fiscal e recessão se a condução econômica não mudar.

O que o Ibovespa e o dólar fizeram após a eleição?

O Ibovespa despencou e o dólar disparou na segunda-feira (26), logo após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Qual é a principal cobrança da revista ao governo?

Um ministro da Fazenda que transmita confiança e um plano consistente para controlar as contas públicas.

Quando o governo deve definir o ministro da Fazenda?

O governo ainda não definiu publicamente o nome para o Ministério da Fazenda.

Saber mais: fontes consultadas (3)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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