Terreno da fábrica de aviões da Aeromot em Guaíba segue com duas famílias após um ano
Matrícula do imóvel tem restrições, e a obra civil do projeto de R$ 3 bilhões só deve começar em janeiro de 2027.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O terreno em Guaíba onde a Aeromot pretende erguer sua fábrica de aviões ainda tem ocupação e restrições na matrícula, um ano depois da pedra fundamental, lançada em 23 de outubro de 2025. A informação é da prefeita Claudinha Jardim. Uma reunião com o secretário-geral do governo gaúcho, Artur Lemos, foi marcada para tratar das pendências. O resultado do encontro não foi divulgado.
As pendências mexem com o calendário de um projeto que prevê R$ 3 bilhões em todas as fases e, na primeira fase, cerca de 500 empregos. Por enquanto, o trabalho no local se limita à retirada de vegetação e ao início da terraplanagem. A obra civil, com as edificações, está prevista para janeiro de 2027, e a inauguração, para 2028.
Duas famílias ainda moram na área
A área é a antiga destinada à Ford, que nunca chegou ao Estado. Segundo a prefeita, duas famílias seguem no local. Em maio, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, disse que a reintegração de posse estava em andamento e que a Aeromot indenizaria os moradores.
Na ocasião, a Sedec informou que o processo de reintegração era conduzido pelo Estado em conjunto com a prefeitura de Guaíba. O CEO da empresa, Guilherme Cunha, afirmou que a situação obrigou mudanças no projeto da obra e que o cronograma da preparação do terreno poderia ser afetado. Não há informação pública sobre a conclusão da reintegração nem sobre o pagamento das indenizações.
A prefeitura não detalhou quais são as restrições de matrícula. Em outro ponto da área, a Aeromot relatou que a prefeitura emitiu cobrança de IPTU antes da conclusão da transferência do terreno, e que o caso estava sendo resolvido com o município.
Terreno foi doado pelo Estado em 2024
A Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade, em dezembro de 2024, a doação do terreno à Aeromot. Como contrapartida, a pista de pouso poderá servir de alternativa quando o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, estiver indisponível.
O complexo AeroCITI prevê a fábrica de aviões DA-62, da Diamond, e de helicópteros da Leonardo. Também terá centros de pesquisa e manutenção e uma pista de aviões. A primeira etapa está estimada em R$ 200 milhões. Na cerimônia de 2025, a empresa informou que já havia financiamentos contratados para cobrir os valores da primeira fase das obras.
O próximo passo é o desfecho da reunião com Lemos e a conclusão da reintegração de posse, condições para que a obra civil comece em janeiro de 2027.
Saber mais
- Um ano após pedra fundamental da fábrica de aviões, terreno (que era da Ford) ainda tem ocupação e problemas de matrícula (GZH, coluna Giane Guerra)
- Pendências em terreno da antiga Ford podem atrasar instalação da fábrica de aviões em Guaíba (TVGO Guaíba Online)
- Assembleia Legislativa autoriza doação de terreno à Aeromot em Guaíba (Jornal do Comércio)
- Aeromot dá início à primeira fase das obras de complexo aeronáutico em Guaíba (Jornal do Comércio)
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