Tereza Cristina promete fiscalizar governo Lula e não questiona urnas; aliados divergem
Daniella Marques cobra respostas sobre dúvidas eleitorais, e bolsonaristas como Nikolas Ferreira atacam a prorrogação de duas horas da votação.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) disse nesta segunda-feira (26) que seguirá mobilizada na oposição e vai fiscalizar o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na publicação no X, ela não mencionou questionamento ao resultado das urnas. Lula derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no domingo (25) e foi eleito presidente pela quarta vez.
O recado mostra como parte da direita pretende agir no Congresso a partir de 2027: com cobrança do governo, sem contestar a eleição. Tereza Cristina afirmou que os eleitores escolheram a maioria dos governadores de direita e uma forte bancada de direita na Câmara e no Senado. "Nós estaremos lá para fiscalizar esse governo e lutar pelo país que queremos, com prosperidade e segurança", declarou.
Há nuance. Segundo A Crítica, de Campo Grande, ela também criticou o sistema eleitoral e cobrou reforma do Judiciário após a eleição, em outra manifestação.
Daniella Marques cobra respostas, sem detalhar dúvidas
Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio, também se manifestou. Sem contestar o resultado de forma direta, ela cobrou respostas para perguntas que, segundo ela, surgiram durante a eleição. "O Brasil merece transparência, respeito e confiança nas instituições", afirmou. Ela não informou quais são as dúvidas nem se a campanha fará pedido formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A prorrogação que alimenta a contestação
O argumento dos bolsonaristas é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação por mais duas horas a pedido da campanha de Lula. Entre os que contestam o pleito está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A decisão atendeu a uma reclamação da coligação de Lula contra as prefeituras de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, por suposto descumprimento da ordem do STF que garante transporte público gratuito no dia da votação. Depois, Zanin esclareceu que a medida valia apenas para os locais onde as urnas não tinham sido fechadas.
A campanha de Flávio também pediu mais tempo. Ela solicitou ao TSE a prorrogação até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando chuvas, alagamentos e interdições de vias. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reconheceu os problemas logísticos enfrentados pelos eleitores.
O que vem pela frente no Senado
A oposição já começa a se organizar para 2027. Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina aparecem como nomes alternativos à continuidade de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado.
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