SUS passa a oferecer nove remédios contra o câncer; RS está na primeira etapa
Medicamentos para 13 indicações, de mama a próstata, podem alcançar mais de 116 mil pacientes; a compra custa R$ 155,4 milhões por ano.
Por que afeta o RS: Pacientes de câncer em todo o Rio Grande do Sul que dependem do SUS passam a ter acesso a esses medicamentos.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O Ministério da Saúde começou a oferecer, na terça (20), nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia no SUS. Eles cobrem 13 indicações de tratamento, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas, e a distribuição começa em 20 centros de todas as regiões do país.

O Rio Grande do Sul está na lista. Os serviços da primeira etapa ficam em 16 estados e no Distrito Federal, entre eles o RS. O ministério não informou quais hospitais gaúchos entram agora. O Plano Estadual de Oncologia 2024-2026 aponta no RS 31 unidades hospitalares habilitadas, sendo três Cacons e 28 Unacons.
Quais são os remédios e para que servem
Segundo o ministério, os nove medicamentos e suas indicações são:
trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica;
abemaciclibe: câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);
acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos;
pazopanibe: câncer de rim de células claras metastático;
rituximabe: leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular e linfoma difuso;
abiraterona: situações específicas de câncer de próstata;
gefitinibe: câncer de pulmão de células não pequenas, em primeira linha;
alfatirotropina (TSH recombinante): câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;
sunitinibe: câncer de rim metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.
Quanto custa e o que vem a seguir
O impacto anual só na aquisição desses nove produtos será de R$ 155,4 milhões. Segundo o governo federal, o abemaciclibe pode custar R$ 366 mil na rede privada.
Os nove fazem parte de um pacote maior. Para garantir 23 novos medicamentos, o ministério assumiu a compra direta de 10 fármacos, articulou uma ata de preço para outros nove e ampliou repasses para os quatro restantes. O impacto total será de R$ 4 bilhões por ano. Para os remédios aplicados na veia, o repasse por procedimento passa a ser quatro vezes maior; para os orais, o valor dobra.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a medida coloca os pacientes no centro do cuidado. A expectativa é levar os medicamentos a todos os demais centros do país até o fim do ano.
Como o paciente gaúcho chega ao tratamento
O acesso é feito pelos serviços oncológicos habilitados no SUS, com indicação médica e cumprimento dos critérios clínicos. No RS, o caminho é o mesmo de qualquer tratamento oncológico. A unidade de saúde agenda o encaminhamento pelos sistemas Gercon e Gerint para uma das unidades habilitadas em oncologia. O hospital prescreve o tratamento conforme as diretrizes nacionais e os protocolos clínicos.
Serviço: quem já faz tratamento deve perguntar à equipe de oncologia que o acompanha se o medicamento se aplica ao caso e se o hospital já recebeu o fármaco. Quem ainda não tem diagnóstico confirmado deve procurar a unidade básica de saúde do bairro, que faz o encaminhamento à rede oncológica do SUS.
Perguntas frequentes
Como o paciente gaúcho consegue os novos remédios contra câncer pelo SUS?
O acesso é feito pelos serviços oncológicos habilitados, com indicação médica. A unidade de saúde agenda o encaminhamento pelos sistemas Gercon e Gerint para uma unidade habilitada em oncologia.
Quais hospitais do RS vão receber os medicamentos agora?
O Ministério da Saúde não informou quais hospitais gaúchos entram nesta primeira etapa. O RS tem 31 unidades habilitadas em oncologia: três Cacons e 28 Unacons.
Quem ainda não tem diagnóstico deve fazer o quê?
Deve procurar a unidade básica de saúde do bairro, que faz o encaminhamento à rede oncológica do SUS.
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