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EconomiaBrasilAfeta o RS

SUS passa a oferecer nove remédios contra o câncer; RS está na primeira etapa

Medicamentos para 13 indicações, de mama a próstata, podem alcançar mais de 116 mil pacientes; a compra custa R$ 155,4 milhões por ano.

Por que afeta o RS: Pacientes de câncer em todo o Rio Grande do Sul que dependem do SUS passam a ter acesso a esses medicamentos.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Fachada do Ministério da Saúde, em Brasília.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Ministério da Saúde começou a oferecer, na terça (20), nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia no SUS. Eles cobrem 13 indicações de tratamento, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas, e a distribuição começa em 20 centros de todas as regiões do país.

Quadro: SUS passa a oferecer nove remédios contra o câncer; RS está na primeira etapa
Em números · Bairrista

O Rio Grande do Sul está na lista. Os serviços da primeira etapa ficam em 16 estados e no Distrito Federal, entre eles o RS. O ministério não informou quais hospitais gaúchos entram agora. O Plano Estadual de Oncologia 2024-2026 aponta no RS 31 unidades hospitalares habilitadas, sendo três Cacons e 28 Unacons.

Quais são os remédios e para que servem

Segundo o ministério, os nove medicamentos e suas indicações são:

  • trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica;

  • abemaciclibe: câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);

  • acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos;

  • pazopanibe: câncer de rim de células claras metastático;

  • rituximabe: leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular e linfoma difuso;

  • abiraterona: situações específicas de câncer de próstata;

  • gefitinibe: câncer de pulmão de células não pequenas, em primeira linha;

  • alfatirotropina (TSH recombinante): câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;

  • sunitinibe: câncer de rim metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.

Quanto custa e o que vem a seguir

O impacto anual só na aquisição desses nove produtos será de R$ 155,4 milhões. Segundo o governo federal, o abemaciclibe pode custar R$ 366 mil na rede privada.

Os nove fazem parte de um pacote maior. Para garantir 23 novos medicamentos, o ministério assumiu a compra direta de 10 fármacos, articulou uma ata de preço para outros nove e ampliou repasses para os quatro restantes. O impacto total será de R$ 4 bilhões por ano. Para os remédios aplicados na veia, o repasse por procedimento passa a ser quatro vezes maior; para os orais, o valor dobra.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a medida coloca os pacientes no centro do cuidado. A expectativa é levar os medicamentos a todos os demais centros do país até o fim do ano.

Como o paciente gaúcho chega ao tratamento

O acesso é feito pelos serviços oncológicos habilitados no SUS, com indicação médica e cumprimento dos critérios clínicos. No RS, o caminho é o mesmo de qualquer tratamento oncológico. A unidade de saúde agenda o encaminhamento pelos sistemas Gercon e Gerint para uma das unidades habilitadas em oncologia. O hospital prescreve o tratamento conforme as diretrizes nacionais e os protocolos clínicos.

Serviço: quem já faz tratamento deve perguntar à equipe de oncologia que o acompanha se o medicamento se aplica ao caso e se o hospital já recebeu o fármaco. Quem ainda não tem diagnóstico confirmado deve procurar a unidade básica de saúde do bairro, que faz o encaminhamento à rede oncológica do SUS.

Perguntas frequentes

Como o paciente gaúcho consegue os novos remédios contra câncer pelo SUS?

O acesso é feito pelos serviços oncológicos habilitados, com indicação médica. A unidade de saúde agenda o encaminhamento pelos sistemas Gercon e Gerint para uma unidade habilitada em oncologia.

Quais hospitais do RS vão receber os medicamentos agora?

O Ministério da Saúde não informou quais hospitais gaúchos entram nesta primeira etapa. O RS tem 31 unidades habilitadas em oncologia: três Cacons e 28 Unacons.

Quem ainda não tem diagnóstico deve fazer o quê?

Deve procurar a unidade básica de saúde do bairro, que faz o encaminhamento à rede oncológica do SUS.

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