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BrasilAgroAfeta o RS

Soja sobe R$ 1 no RS e vai a R$ 159 em Rio Grande; Santa Rosa a R$ 153

Passo Fundo vai a R$ 152 na quinta (29), depois do recuo de quarta; Paranaguá fechou a R$ 157,42 e a semeadura segue em 3% da área.

Por que afeta o RS: A referência nacional de preço da soja influencia a comercialização da safra gaúcha, cuja semeadura está em andamento.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 6 min de leitura

Atualizada 29/10, 10:56 · A saca de soja subiu R$ 1 nas três praças gaúchas na quinta (29), revertendo o recuo de quarta: R$ 159 em Rio Grande, R$ 153 em Santa Rosa e R$ 152 em Passo Fundo.

Vagens de soja maduras em lavoura, no período de colheita.
Foto: Uaequals42 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A saca de soja subiu R$ 1 no Rio Grande do Sul nesta quinta (29): R$ 159 em Rio Grande, R$ 153 em Santa Rosa e R$ 152 em Passo Fundo, segundo levantamento do O Correio News. Na quarta (28), os preços tinham recuado R$ 1, para R$ 158, R$ 152 e R$ 151, segundo a TF Agroeconômica. A soja caiu 1% na Bolsa de Chicago na segunda (26), para US$ 12,44 por bushel, o menor nível desde 26 de agosto, segundo a Reuters. Em Paranaguá (PR), o indicador Cepea/Esalq subiu 2,06% na segunda, para R$ 155,55 por saca de 60 quilos, avançou 1,20% na terça (27), para R$ 157,41, e ficou praticamente estável na quarta, a R$ 157,42 (+0,01%), segundo o Globo Rural.

Para o produtor gaúcho, a alta de quinta melhora a referência de venda de quem tem soja disponível. A queda do dólar e de Chicago na semana, porém, reduziu o suporte às propostas e pesa na decisão de fixar a safra nova. O câmbio, que foi de R$ 5,40 na segunda para R$ 5,35 na terça, ainda sustenta a referência em reais. Os compradores resistem a fechar grandes volumes, e a semeadura está no começo: a Emater/RS-Ascar aponta 3% da área semeada no Estado, abaixo da média de 5% para o período. Umidade elevada, frio e pouca radiação solar limitam as janelas de plantio.

Quadro: Soja sobe R$ 1 no RS e vai a R$ 159 em Rio Grande; Santa Rosa a R$ 153
Em números · Bairrista

Rio Grande volta a R$ 159 depois de recuar R$ 1 na quarta

Na terça (27), a saca de 60 quilos chegou a R$ 159 no porto de Rio Grande, a R$ 153 em Santa Rosa e a R$ 152 em Passo Fundo, segundo o Agrolink. Na quarta, as três praças perderam R$ 1 e foram a R$ 158, R$ 152 e R$ 151, segundo a TF Agroeconômica. Na quinta, cada uma recuperou R$ 1 e voltou aos valores de terça.

Na semana encerrada na sexta (23), a Safras & Mercado havia registrado alta de R$ 2 nas três praças: Rio Grande foi de R$ 153 para R$ 155, Passo Fundo de R$ 146 para R$ 148 e Santa Rosa de R$ 147 para R$ 149.

Chicago cai 1% na segunda e vai à mínima de dois meses

Na sexta (23), o contrato de novembro da soja na bolsa de Chicago (CBOT) fechou a US$ 12,56 por bushel, com alta de 0,27% no dia, segundo o Canal Rural. Na segunda, a soja foi pressionada pela entrada da safra recorde dos Estados Unidos e pela queda do petróleo, e foi a US$ 12,44. O milho recuou 0,8%, a US$ 4,52 por bushel, e o trigo caiu 0,1%, a US$ 6,24.

Durante o pregão, os contratos chegaram a recuar 1,7%, segundo a Bloomberg, que aponta outro fator: a expectativa de maior aproximação comercial entre Brasil e China, que poderia reduzir a participação dos Estados Unidos no mercado chinês. A pressão soma-se à queda que as cotações já acumulavam em outubro.

Paranaguá sobe 1,20% na terça e para em R$ 157,42 na quarta

Segundo o Globo Rural, a valorização do dólar, que fechou a R$ 5,40 na segunda, explicou a alta de 2,06% do indicador Cepea/Esalq em Paranaguá, de R$ 152,41 na sexta para R$ 155,55. Na terça, o indicador subiu 1,20%, para R$ 157,41, R$ 1,86 acima do valor da segunda. Na quarta, fechou em R$ 157,42, alta de 0,01%. O câmbio elevado sustentou o porto, mas o ritmo de alta se esgotou.

O movimento não se repetiu em outras praças. Na terça, o dólar caiu 0,97%, para R$ 5,35, e a queda dos prêmios de exportação pressionou as cotações. Em Ponta Grossa (PR), a saca recuou R$ 1, para R$ 151. Em Primavera do Leste (MT), caiu R$ 2, para R$ 138. Na quarta, segundo a AgRural, Ponta Grossa subiu R$ 1, para R$ 152, enquanto Primavera do Leste e Luís Eduardo Magalhães (BA) ficaram estáveis, a R$ 138 e R$ 142.

No RS, a quarta trouxe recuo de R$ 1 nas três praças, com Paranaguá parado, e a quinta devolveu R$ 1 a cada uma. O Cepea/Esalq é uma referência nacional, não uma cotação gaúcha. Para quem vende no Estado, o contraste mostra que prêmio, câmbio e frete pesam no preço final tanto quanto a referência do porto, e que o movimento de Paranaguá não chega automaticamente ao interior.

O Cepea informou que os compradores resistiam a fechar grandes volumes, tanto para entrega imediata quanto ao longo de 2027, o que reduz a liquidez. O Canal Rural já atribuía a cautela nos negócios à pressão de Chicago e ao câmbio perto de R$ 5, com poucos negócios. Com pouca liquidez, a paridade de exportação pode mudar rápido se o dólar ou a bolsa americana se mexerem.

O tamanho da queda em Paranaguá

Em setembro, a média do Cepea em Paranaguá foi de R$ 161,14, com pico de R$ 162. Com os R$ 157,42, o indicador está R$ 3,72 por saca (2,3%) abaixo da média do mês e R$ 4,58 (2,8%) abaixo do pico. Na sexta, a distância da média era de R$ 8,73 (5,4%). Pelo cálculo do Cepea divulgado pelo Brasil 61, o indicador acumulava baixa de 5,66% em outubro até sexta.

Na sexta, Paranaguá havia subido 0,32% sobre o dia anterior. No interior do Paraná, a saca fechou a R$ 146,69, com recuo de 0,37% no dia, segundo o Cepea/Esalq.

Por que o preço recuou

Um analista da Safras & Mercado atribui a pressão à entrada forte da safra dos Estados Unidos, às quedas recentes em Chicago e à oferta farta nos portos brasileiros, com compromissos próximos de 110 milhões de toneladas. Na avaliação dele, "esse pico de preços já passou para o Brasil, pelo menos por enquanto".

Quanto já foi vendido

Pelo levantamento da Safras & Mercado, 32,9% da safra 2026/27 estava vendida até 2 de outubro, ante 23% na mesma data do ano anterior. O percentual equivale a 73,7 milhões de toneladas. A Céleres, com metodologia própria, calcula comercialização de 22% da safra esperada, ante média de 15%.

Ariel Nunes, da Gran Center Commodities, afirma que o ideal seria ter 50% da produção já vendida. Segundo ele, a queda de preços reduz as oportunidades de venda.

O que está em jogo no RS

A Emater/RS-Ascar estima a soja gaúcha 2026/27 em 6.645.384 hectares, com produtividade média de 3.183 quilos por hectare. A produção projetada é de 21.151.135 toneladas.

Atualização: a saca subiu R$ 1 nas três praças gaúchas na quinta (29): R$ 159 em Rio Grande, R$ 153 em Santa Rosa e R$ 152 em Passo Fundo, segundo o O Correio News. Título, linha fina, primeiro parágrafo e a seção sobre Rio Grande foram ajustados. A semeadura segue em 3% da área, segundo a Emater/RS-Ascar.

Perguntas frequentes

Quanto está a saca de soja no RS hoje?

Na quinta (29), a saca foi a R$ 159 em Rio Grande, R$ 153 em Santa Rosa e R$ 152 em Passo Fundo, segundo o O Correio News.

Por que a soja caiu em Chicago?

Na segunda (26), a soja caiu 1% na Bolsa de Chicago, para US$ 12,44 por bushel, pressionada pela safra recorde dos Estados Unidos e pela queda do petróleo.

Qual o andamento do plantio de soja no RS?

Segundo a Emater/RS-Ascar, 3% da área foi semeada no Estado, abaixo da média de 5% para o período.

Saber mais: fontes consultadas (14)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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