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BrasilEsportesAfeta o RS

Chuva forte e temporais com granizo atingem o RS de 2 a 5 de novembro; até 200 mm no Norte

Defesa Civil prevê granizo e rajadas acima de 90 km/h até terça (3); alerta laranja do Inmet cobre 179 municípios e a chuva mais volumosa vem na quarta (4).

Por que afeta o RS: Concurso federal aberto a candidatos de todo o país, incluindo o Rio Grande do Sul, com provas aplicadas em locais do estado.

Redação Bairrista · Repórter de Esportes · · 7 min de leitura

Atualizada em 02/11, 19:19 · reúne 128 matérias desta cobertura

Candidatos sentados em fileiras em um salão de prova, com cadernos e canetas sobre as carteiras
Foto: Divulgação/Direcaoconcursos

O Rio Grande do Sul vive uma sequência de temporais entre segunda (2) e quinta-feira (5). A Defesa Civil estadual prevê tempestades com granizo e rajadas que podem passar de 90 km/h até terça (3). A MetSul vê a chuva mais volumosa a partir de quarta (4), com 100 a 200 mm em pontos do Norte e do Noroeste.

O risco é maior nas Missões, no Noroeste e no Norte, onde os acumulados podem superar 150 mm. Mas o aviso alcança quase todo o estado: o Inmet emitiu alerta laranja de acumulado de chuva para 179 municípios na terça, incluindo Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Canela. Quem mora em encosta, perto de arroio ou tem telhado frágil deve redobrar a atenção.

Quadro: Chuva forte e temporais com granizo atingem o RS de 2 a 5 de novembro; até 200 mm no Norte
Entenda em um quadro · Bairrista

O que aconteceu

O feriado de Finados (segunda, 2) abriu a semana com calor e instabilidade. As máximas passaram de 30°C nos vales, na Grande Porto Alegre e no Litoral Norte. A MetSul registrou 35,4°C em São Paulo das Missões e 35,3°C em Ijuí no domingo (1º).

Na segunda, o Inmet manteve aviso amarelo, de perigo potencial, para a Região Metropolitana, o Noroeste e o Nordeste, das 9h34 às 23h59, com chuva de 20 a 30 mm por hora, até 50 mm no dia e rajadas de 40 a 60 km/h. O risco de queda de energia, de galhos e de alagamento foi classificado como baixo.

Antes disso, a Defesa Civil já havia emitido alertas pontuais de tempestade com vento e granizo perto de Cambará do Sul e Pinhal da Serra (sábado, 31) e de Vacaria, Lagoa Vermelha e Nonoai (domingo, 1º). No aviso de Nonoai, o risco de destelhamento era alto. Esses alertas já expiraram, e novos podem sair a qualquer momento, conforme as células de tempestade se formam.

O que dizem as autoridades

Defesa Civil estadual (prognóstico de 1º de novembro):

  • Segunda (2): tempestades isoladas com granizo e rajadas acima de 70 km/h no Noroeste, Norte, Centro, Vales, Região Metropolitana, Costa Doce, Litoral Norte, Serra e Nordeste. A atenção maior fica nas Missões, no Noroeste e no Norte.
  • Terça (3): tempestades com granizo possivelmente grande e rajadas acima de 90 km/h no Oeste, Campanha, Centro, Missões, Noroeste, Norte, Vales, Região Metropolitana, Serra e Nordeste. Os maiores totais de chuva se concentram na metade oeste do estado.
  • Alagamentos e rios: há risco de alagamentos, cheias em arroios e pequenos rios e elevação dos afluentes do rio Uruguai.

Inmet:

  • Terça (3): alerta laranja de acumulado de chuva para 179 municípios gaúchos (e alguns de Santa Catarina), das 0h às 23h59, além de aviso de tempestade de perigo potencial.
  • Quarta (4): aviso amarelo de tempestade, das 0h às 23h59, para Noroeste, Norte, Serra, Vales, Região Metropolitana e partes da Costa Doce, da Fronteira Oeste e do Centro. Prevê até 50 mm no dia, vento de até 60 km/h e granizo. Para Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Viamão o aviso vale o dia todo.

Os números de vento divergem porque medem coisas diferentes. A Defesa Civil fala em rajadas pontuais acima de 90 km/h dentro das tempestades. O aviso amarelo do Inmet cita até 60 km/h.

MetSul:

  • Um centro de baixa pressão avança do Nordeste da Argentina para o RS na quarta e encontra ar quente e úmido, com chuva forte a intensa, temporais e risco de granizo e vendaval.
  • Na quinta (5), a instabilidade mais forte segue para Santa Catarina e Paraná, mas ainda pode chover na Metade Norte gaúcha.
  • A empresa não descarta chuva volumosa também no Oeste e no Centro. Os 100 a 200 mm são projeção, e os municípios mais atingidos dependem da evolução do sistema.

Previsão da Climatempo, divulgada pelo Canal Rural, aponta ainda 121 mm em 24 horas em Santa Bárbara do Sul na quarta, 119 mm em Carazinho, 118 mm em Giruá, 108 mm em Santana do Livramento e 107 mm em Não-Me-Toque. Em 48 horas, a referência é de 110 mm em Cruz Alta, 101 mm em Palmeira das Missões e 100 mm em Passo Fundo. Em Caxias do Sul, a previsão para a quarta é de 65 mm. São estimativas de empresa privada e não substituem os avisos oficiais.

O que muda para o RS

O encharcamento pesa sobre o campo. A Emater/RS-Ascar já registrava chuvas frequentes, excesso de umidade, frio e pouca luz antes deste episódio, com atraso nas operações e restrição das janelas de semeadura da soja. No milho para grãos, 80% dos 896,4 mil hectares previstos estavam implantados, com falhas de estande e replantios pontuais. A colheita de trigo enfrenta dificuldade de acesso às lavouras.

O mês inteiro tende a ser úmido. O Inmet prevê novembro com chuva acima da média na Região Sul, e os maiores excessos devem ficar entre o Noroeste e o Centro Ocidental do RS, onde o total pode superar a média em mais de 150 mm. Esse número é desvio em relação à média, não volume total. Em Passo Fundo, a estimativa citada pela GZH é de até 300 mm no mês, contra média histórica de 160 mm.

Por trás do cenário está o El Niño, hoje na categoria muito forte e com tendência de intensificação. O Painel El Niño do Cemaden indica maior probabilidade de chuva acima da média no Sul de novembro a janeiro. Previsão mensal indica tendência, não o que acontece em cada cidade, e não equivale a aviso de cheia.

Depois da chuva, o frio. A frente fria que passa pela costa entre segunda e terça é fraca e muda pouco a temperatura. Entre quarta e quinta, a previsão é de ciclone extratropical e nova frente fria, com ar frio na sequência. A Climatempo prevê mínimas entre 12°C e 14°C de 7 a 10 de novembro em algumas áreas, com possibilidade de geada tardia nas áreas mais elevadas e perto da fronteira com o Uruguai.

O que ainda não se sabe

Os avisos não detalham o horário de chegada da chuva em cada região. Os municípios mais atingidos dependem da evolução do sistema. Até esta segunda, não há registro de danos confirmados ligados aos avisos de novembro.

Linha do tempo

  • Sábado, 31/10: a Defesa Civil emite alertas de tempestade com vento e granizo perto de Cambará do Sul e Pinhal da Serra.
  • Domingo, 1º/11: a MetSul classifica a primeira semana de novembro como de alto risco no Sul do país. A Defesa Civil emite alertas perto de Nonoai, Lagoa Vermelha e Vacaria e divulga o prognóstico com acumulados acima de 150 mm.
  • Domingo, 1º/11, noite: a Defesa Civil amplia o alerta de segunda à Região Metropolitana, à Serra e ao Litoral Norte.
  • Segunda, 2/11, manhã: o Inmet mantém aviso amarelo para a Região Metropolitana, o Noroeste e o Nordeste, das 9h34 às 23h59.
  • Segunda, 2/11, 9h06: o Inmet emite alerta laranja de acumulado de chuva para 179 municípios na terça.
  • Segunda, 2/11, 13h09: o Inmet confirma aviso de tempestade para a quarta.
  • Terça, 3/11: dia de alerta laranja do Inmet e de rajadas que podem passar de 90 km/h, segundo a Defesa Civil.
  • Quarta, 4/11: a MetSul prevê chuva forte a intensa com a chegada da baixa pressão.
  • Quinta, 5/11: instabilidade mais forte avança para SC e PR, com chuva ainda possível na Metade Norte gaúcha.

Perguntas e respostas

Quando o temporal é mais forte no RS? O ponto mais crítico fica entre terça (3) e quarta (4). A MetSul vê a chuva mais volumosa na quarta, e ainda pode chover na quinta, sobretudo na Metade Norte.

Quais regiões têm maior risco de chuva volumosa? Missões, Noroeste e Norte, com acumulados que podem passar de 150 mm até terça. A projeção da MetSul vai de 100 a 200 mm em pontos dessas áreas ao longo da semana.

O alerta laranja vale para a Serra? Sim. Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Canela e Cambará do Sul estão entre os 179 municípios do alerta laranja de terça. Mas os maiores acumulados ficam na metade oeste.

Porto Alegre também está sob alerta? Sim, com aviso amarelo na segunda e outro de tempestade na quarta, com até 50 mm, vento de até 60 km/h e granizo.

O rio Uruguai vai transbordar? Não há previsão confirmada de transbordamento. Os rios seguem elevados, com tendência de estabilidade ou queda. Em Uruguaiana, o Uruguai está em cota de alerta e em declínio, mas a chuva nova pode mudar o quadro.

O que fazer durante o temporal? Evite abrigo sob árvores, não estacione perto de torres de transmissão ou placas e não atravesse ruas alagadas. Não toque em fios caídos e mantenha aparelhos desligados da tomada. Em emergência, ligue 199 (Defesa Civil), 193 (Bombeiros) ou 190 (Brigada Militar).

Serviço: avisos atualizados em defesacivil.rs.gov.br e portal.inmet.gov.br; previsão da MetSul em metsul.com. A Defesa Civil também envia alertas gratuitos por celular.

Perguntas frequentes

Quando o temporal é mais forte no RS?

A Defesa Civil vê o ponto mais crítico entre terça (3) e quarta (4). A MetSul prevê a chuva mais forte e volumosa na quarta, e ainda pode chover na quinta (5), principalmente na Metade Norte.

Quais regiões têm maior risco de chuva volumosa?

Missões, Noroeste e Norte, com acumulados que podem passar de 150 mm até terça. A MetSul projeta de 100 a 200 mm em pontos dessas áreas ao longo da semana.

Em que cidades vale o alerta laranja do Inmet?

O alerta laranja de acumulado de chuva vale para 179 municípios gaúchos na terça (3), das 0h às 23h59. Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Canela e Cambará do Sul estão na lista.

Porto Alegre também está sob alerta?

Sim. O Inmet emitiu aviso amarelo para a Região Metropolitana na segunda (2), até as 23h59, e outro de tempestade para a quarta (4), com até 50 mm, vento de até 60 km/h e granizo.

O rio Uruguai preocupa?

Os rios seguem elevados, mas com tendência de estabilidade ou queda. Em Uruguaiana, o Uruguai está em cota de alerta e em declínio. O risco hídrico se concentra na bacia do Uruguai.

O que fazer durante um temporal?

Evite abrigo sob árvores, ruas alagadas e áreas de enxurrada, e fique longe de postes, placas e fios caídos. Em emergência, ligue 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros).

Saber mais: fontes consultadas (406)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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