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Sísmica volta ao mar da Bacia de Pelotas neste domingo (11); não há reserva confirmada

A norueguesa TGS retoma a aquisição de dados após a pausa ambiental de dois meses, e a campanha pode seguir até 2028.

Redação Bairrista · 11 de outubro de 2026 às 18:04 · 2 min de leitura

Ilustração: navio de pesquisa sísmica no mar da Bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul
Imagem: Bairrista/IA

A TGS retoma neste domingo (11) a pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas, no litoral gaúcho. A janela ambiental é uma parada de dois meses exigida pelo Ibama como condicionante da licença e coincide com o período de maior atividade pesqueira na região. A pausa foi de 10 de agosto a 10 de outubro. A campanha cobre cerca de 105 mil km² e tem previsão de se estender até 2028.

Ainda não existe reserva comercial confirmada na bacia. A sísmica mapeia as rochas sob o fundo do mar e indica onde pode haver petróleo ou gás. Só a perfuração de poços mostra se há volume que compense explorar. Para o RS, isso significa que royalties, empregos e investimentos de uma eventual produção ainda dependem de várias etapas.

Nova pausa está marcada para 2027

A TGS informa que as ações de proteção à fauna marinha, como o monitoramento de praias, não foram interrompidas durante a parada. Uma nova janela está marcada para julho a setembro de 2027.

A pesquisa é licenciada pelo Ibama e conta com autorização da Marinha e da ANP. O programa Pelotas Norte Fase I começou em novembro de 2025, a 96 quilômetros da costa de Laguna (SC), em profundidades superiores a 200 metros. A posição do navio e das embarcações de apoio é informada diariamente a colônias, federações e sindicatos de pescadores da região.

Pelo site da TGS, o programa Pelotas Norte Fase I soma 14.922 km² e o Pelotas Sul Fase 1, 13.494 km². Ambos estão em aquisição. Outras fases constam como em planejamento.

Pescadores e pesquisadores divergem

A Furg monitora baleias, golfinhos e tartarugas na bacia. Uma expedição coordenada pela universidade reúne 26 profissionais a bordo do Navio Oceanográfico Atlântico Sul. O oceanólogo Eduardo Secchi, professor da Furg, explicou que os animais são acompanhados por satélite, em períodos com e sem atividade sísmica.

Sobre a pesca, Secchi afirmou em entrevista anterior que pescadores e a indústria pesqueira se manifestam contra a sísmica. Segundo ele, até agora não há dados robustos que mostrem efeito sobre a pesca na Bacia de Pelotas. A organização Arayara, contrária à atividade, sustenta que a sobreposição com áreas de pesca de espadarte e atuns passa de 70% na região Sul.

O que a EPE estima, e o que não é reserva

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou em 29 de setembro um estudo preliminar sobre recursos

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