Simers diz que médicos trabalham sem receber em pelo menos 12 cidades gaúchas
Presidente do sindicato cita atrasos e alta da violência em artigo publicado antes do Dia do Médico, neste domingo (18); a lista de municípios não foi divulgada.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 21:13 · 2 min de leitura

TÍTULO: Simers diz que médicos trabalham sem receber em pelo menos 12 cidades gaúchas LINHA FINA: Presidente do sindicato cita atrasos e alta da violência em artigo publicado antes do Dia do Médico, neste domingo (18).
O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, afirmou que há médicos trabalhando sem receber em "pelo menos 12 cidades gaúchas" onde a entidade atua. A afirmação está em artigo publicado nesta quinta (15), três dias antes do Dia do Médico. Matias também diz que a violência contra a categoria cresce no Brasil e no Rio Grande do Sul.
Para quem depende do atendimento público, o atraso põe em risco os plantões, que ficam desfalcados quando os médicos deixam de receber. O artigo não nomeia os municípios nem diz quem deve aos médicos: prefeituras, hospitais ou empresas contratadas.
Torres e Região Metropolitana têm atrasos registrados pelo sindicato
Em Torres, no Litoral Norte, o Simers se reuniu com promotores em 29 de maio para buscar saídas para a falta de pagamento aos médicos do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. Na reunião, o sindicato ficou de entregar ao MP uma planilha com os valores e os meses de atraso relatados pelos médicos. Em dezembro de 2025, em outro encontro na Promotoria, o Simers já tinha cobrado uma previsão de pagamento para evitar que os profissionais abandonassem os postos.
Na Região Metropolitana, médicos dos hospitais de Alvorada e de Cachoeirinha relataram ao Simers atrasos recorrentes. As duas casas são administradas pelo Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul. Em reunião com o sindicato, os médicos disseram ter recebido só 35% dos honorários de fevereiro, sem previsão para o restante.
Agressões a médicos batem recorde no país
Matias afirma que médicos são agredidos em unidades de saúde e nas redes sociais. Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil registrou 4.562 boletins de ocorrência por agressões a médicos em 2024. É o maior número da série histórica.
O Simers mantém um Observatório da Violência contra Profissionais da Saúde, criado com Cremers, Amrigs e conselheiros gaúchos do CFM. Segundo o sindicato, a violência na saúde é "uma das mais subnotificadas, principalmente no Rio
Saber mais
- GZH – Artigo de Marcelo Matias, "Sempre que a vida continua, é Dia do Médico" (15/10/2026)
- Congresso Nacional – Ficha da MP 1.370/2026
- Senado Federal – Comissão mista aprova MP que exige exame para exercício da medicina (15/10/2026)
- Simers – Simers e MP discutem soluções para médicos do hospital de Torres que estão sem receber (03/06/2026)
- Simers – Torres: Simers e MP buscam soluções para atraso em salários de médicos do HNSN
- Simers – Atraso no pagamento de médicos mobiliza Simers e gestores hospitalares no RS
- Simers – Simers lança site do Observatório da Violência contra Profissionais da Saúde (23/09/2025)
- Simers – Simers e deputado Gustavo Victorino unem forças contra a violência a profissionais da saúde (03/09/2025)
- Grupo Sepé – Simers alerta para "epidemia" de violência contra médicos
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