Serpro registra recorde de ataques DDoS ao Gov.br e diz que não houve impacto
Estatal afirma que os ambientes da plataforma, com 179,5 milhões de contas ativas, não foram interrompidos nem comprometidos, e não divulgou números de tráfego.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O Serpro, estatal federal de tecnologia, informou em nota nesta quinta-feira (5) que o último semestre teve os maiores volumes de ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) de sua história. A empresa afirma que nenhum ambiente do ecossistema Gov.br foi interrompido ou comprometido. O Gov.br tinha 179,5 milhões de contas ativas até outubro de 2026, segundo indicadores do Governo Digital.
Para o gaúcho que usa a conta para acessar INSS, Receita Federal e outros serviços federais, o Serpro diz que não houve interrupção nem comprometimento. A estatal explicou que ataques DDoS buscam tornar serviços digitais indisponíveis por sobrecarga de acessos. As informações consultadas não comprovam vazamento de dados pessoais ligado ao episódio. A estatal não apontou efeito específico no Rio Grande do Sul.
Diretor falou em ataque "sem precedentes"
A revelação começou numa fala do diretor de Novos Negócios do Serpro, André Picoli Agatte. Ele tratou do episódio na II Semana de Inteligência Artificial da estatal, realizada de 4 a 6 de novembro, em Brasília. Agatte disse: "Essa semana nós tivemos um ataque sem precedentes ao GovBR, enfim, às nossas estruturas, e nós temos conseguido responder".
A nota veio depois e esclareceu que a referência era a ataques DDoS. O presidente do Serpro, Wilton Mota, afirmou que o volume e a intensidade dos ataques mostram a relevância estratégica da infraestrutura digital do Estado brasileiro. O diretor de Operações, Wallyson Oliveira, disse que o Serpro enfrenta, neste período, ataques de grande escala e intensidade.
O comunicado não esclarece quem estaria por trás dos ataques, de onde partiram as ações ou quanto tempo duraram. A nota também não detalha picos de tráfego malicioso, quantos incidentes houve nem quais componentes foram visados. O Gov.br tinha 179,5 milhões de contas ativas até outubro de 2026, segundo indicadores do Governo Digital. O número mostra o tamanho da plataforma, mas não indica quantos usuários foram alvo.
Precisa trocar a senha?
O Serpro não pediu troca de senha nem recadastramento.
Quem quiser reforçar a proteção pode ativar a verificação em duas etapas no aplicativo Gov.br. O recurso exige um código gerado no aplicativo, além da senha. Mensagens que peçam senha ou códigos de verificação, mesmo as que citem o ataque, devem ser ignoradas.
Perguntas frequentes
Houve vazamento de dados no ataque ao Gov.br?
As informações consultadas não comprovam vazamento de dados pessoais ligado ao episódio.
Preciso trocar a senha do Gov.br?
O Serpro não pediu troca de senha nem recadastramento.
Como reforçar a proteção da conta Gov.br?
Ativar a verificação em duas etapas no aplicativo Gov.br, que exige um código gerado no aplicativo além da senha.
Os ataques afetaram usuários no Rio Grande do Sul?
A estatal não apontou efeito específico no Rio Grande do Sul.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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