Senadores articulam nova PEC para categorias com jornada especial após fim da 6x1
Texto ainda em elaboração, sob autoria do senador Eduardo Braga, pode criar exceções para embarcados, aeroviários e caminhoneiros, segundo a Exame.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Uma ala do Senado trabalha numa nova proposta de emenda à Constituição para tratar de categorias com jornadas específicas, depois da promulgação do fim da escala 6x1. A expectativa é que o texto fique pronto na próxima terça (3), quando começaria a coleta das assinaturas necessárias para apresentá-lo, segundo a Exame. A data é uma previsão de bastidor, não um compromisso formal.
Para quem trabalha e emprega no Rio Grande do Sul, a regra geral não depende dessa PEC. A Emenda Constitucional nº 141 de 2026, promulgada em 16 de outubro, prevê a escala 5x2, com duas folgas por semana. Ela vale em todo o país, inclusive no RS. Em 60 dias após a promulgação, as empresas terão de garantir a escala 5x2 e a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais. Isso cai em meados de dezembro.

Quem pode ficar de fora
Segundo a Exame, a proposta do senador Eduardo Braga pode criar exceções para trabalhadores embarcados, aeroviários e caminhoneiros. Técnicos ouvidos pelo jornal O Globo citam dois focos: trabalhadores em revezamento, como petroleiros em plataformas e aeroviários. O segundo foco são categorias com jornada formal abaixo de 40 horas que cumprem horas extras contratuais.
Segundo a Exame, a iniciativa faria parte de um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para aprovar a PEC principal sem alterações antes do segundo turno das eleições.
O que a emenda já prevê para regimes diferentes
A emenda promulgada já abre espaço para arranjos específicos. Por negociação coletiva, é possível compensar folgas desde que se garanta, em média, dois dias de repouso semanal no mês e uma folga a cada seis dias. Um trabalhador pode manter a escala 6x1 se ela estiver prevista em acordo coletivo. A emenda também prevê regulamentação por lei de regimes diferenciados, respeitados os limites constitucionais, com referência a seis horas diárias no trabalho em revezamento.
O governo federal prepara um decreto com as regras de transição e um projeto de lei voltado às ocupações com escalas próprias. A Agência Brasil registra que a CUT elogiou o fim da 6x1 e que a CNI quer revisar o texto aprovado.
Próximos passos
A redução para 40 horas semanais vem depois, 14 meses após a promulgação, mantida a escala 5x2. Nada disso tem corte de salário. Se a nova PEC for apresentada na próxima terça (3), ela passará a tramitar no Senado, sem alterar o que já está na Constituição. A primeira etapa da emenda entra em vigor em meados de dezembro, com ou sem a proposta.
Saber mais: fontes consultadas (5)
- Senado Federal, Congresso promulga o fim da escala 6x1
- Agência Brasil, Saiba quando começa a valer o fim da escala 6x1
- Agência Brasil, Fim da 6x1: saiba quando entra em vigor nova jornada de trabalho
- Exame, Senado prepara PEC para deixar categorias fora das regras
- O Globo, Fim da escala 6x1: o que falta definir para categorias especiais
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