Rússia liberta americano preso desde 2022; navio com diesel russo parte rumo aos EUA
Trump afirma que não houve troca pela soltura de Stephen Hubbard, mas disse que ela não teria ocorrido se ele não tivesse barrado novas sanções a Moscou.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A Rússia libertou nesta quarta (21) o americano Stephen Hubbard, de 74 anos. O anúncio saiu quando o presidente Vladimir Putin recebia o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, em São Petersburgo. Putin confirmou que Hubbard já esperava no aeroporto de Pulkovo para deixar o país. O avião com ele pousou na base aérea de Lackland, no Texas, na noite de quarta.

No mesmo dia, Moscou também marcou a saída de um navio com diesel para os Estados Unidos. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak disse que o primeiro petroleiro, com 40 mil toneladas, deixaria o porto nesta quinta (22). Os dois gestos ocorrem em meio às conversas sobre o fim da guerra na Ucrânia.
Hubbard era o único americano tido como detido injustamente
Hubbard é professor aposentado de Michigan e estava preso na Rússia desde 2022. Ele foi detido por forças russas na Ucrânia em abril daquele ano. Em 2024, foi condenado a quase sete anos de prisão sob a acusação de lutar como mercenário pela Ucrânia. Era o único americano na Rússia que o Departamento de Estado classificava como detido injustamente.
Trump nega troca, mas liga soltura às sanções
Trump escreveu que pediu a soltura a Putin em telefonema na semana passada. Segundo ele, os EUA não tiveram de dar nada em troca e não houve "swap". O presidente também afirmou que Hubbard não seria libertado se a Casa Branca não tivesse impedido a entrada em vigor de novas sanções contra a Rússia na semana passada. Trump disse que Hubbard visitará a Casa Branca "nos próximos dias".
Acordo do diesel começa com 300 mil toneladas
O acordo do diesel foi anunciado por Trump em 9 de outubro, com 300 mil toneladas de imediato, 500 mil em novembro e 1 milhão depois. A maioria dos analistas avalia que o efeito nos mercados globais será pequeno no curto prazo.
Novak afirmou que a prioridade será atender os EUA. Os demais compradores dependerão da velocidade com que as refinarias russas, atingidas por drones ucranianos, recuperarem a produção. Não há estimativa de efeito sobre o preço do diesel no Brasil.
Novak não informou o porto de destino nos EUA. Putin, por sua vez, falou em partida em dois ou três dias. O petroleiro deve sair nesta quinta (22), e a Casa Branca ainda deve receber Hubbard nos próximos dias.
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