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RS tem 4.058 investidores mirins na B3, com R$ 88,4 milhões aplicados

Estado é o sexto do país em número de jovens de até 17 anos na bolsa e em volume investido; no Brasil, são mais de 60 mil, com R$ 3,7 bilhões, segundo a B3.

Redação Bairrista · 11 de outubro de 2026 às 15:28 · 4 min de leitura

RS tem 4.058 investidores mirins na B3, com R$ 88,4 milhões aplicados
Ilustração: Bairrista/IA

O Rio Grande do Sul tem 4.058 crianças e adolescentes de até 17 anos com dinheiro aplicado na bolsa de valores. Juntos, eles somam R$ 88,4 milhões. O levantamento é da B3 e foi divulgado pela coluna de Giane Guerra, em GZH. O Estado é o sexto do país tanto em número de investidores mirins quanto em volume aplicado.

O dado aparece na véspera do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Milhares de famílias gaúchas já mantêm ações, fundos imobiliários e outros ativos em nome dos filhos. Essas posições ficam no CPF do menor e são administradas pelos responsáveis.

Média é de R$ 21,8 mil por jovem, mas a distribuição não é conhecida

Pela conta de O Bairrista, a média é de cerca de R$ 21,8 mil por jovem investidor gaúcho. É uma média simples e pode ser puxada por poucos patrimônios maiores. A B3 não detalhou a distribuição dos valores no Estado.

No país, o levantamento aponta mais de 60 mil jovens de até 17 anos, com patrimônio consolidado de R$ 3,7 bilhões, segundo a coluna. São Paulo lidera em número de investidores, com 23,4 mil. O Rio de Janeiro tem o maior volume financeiro, R$ 1,5 bilhão. Os meninos são 59,7% do grupo.

Outra divulgação de dados da B3, publicada em 9 de outubro, fala em 60,8 mil investidores de até 17 anos e cerca de R$ 3,5 bilhões em renda variável. Esse material cita São Paulo com 21,8 mil CPFs, e não os 23,4 mil da coluna. A B3 não esclareceu até a publicação se as diferenças vêm da data-base ou do critério de contagem. Por isso, a data-base e a metodologia do levantamento gaúcho não foram confirmadas.

Ações de Banco do Brasil, Itaú, Petrobras, Vale e Weg lideram; nenhuma é gaúcha

Na renda variável, aparecem com frequência ações, fundos imobiliários, ETFs e BDRs. ETFs são fundos que espelham um índice e têm cotas negociadas em bolsa. BDRs são certificados que representam ações de empresas estrangeiras. As ações mais presentes são de Banco do Brasil, Itaú, Petrobras, Vale e Weg, esta última de Santa Catarina. Nenhuma empresa gaúcha aparece na lista divulgada.

Na renda fixa, os dados da B3 citam o Tesouro EducA+ e o RendA+. O EducA+, título pensado para juntar dinheiro para os estudos, tem 12,9 mil investidores de até 17 anos, e o saldo mediano é de R$ 2,5 mil. O RendA+, voltado a renda complementar futura, soma 6,7 mil investidores nessa faixa, com saldo mediano de R$ 3,12 mil, segundo a divulgação de 9 de outubro.

Esses números se referem ao país. Não foram apresentados dados por estado, faixa etária ou município, nem para Porto Alegre e a Região Metropolitana.

Responsáveis abrem a conta; XP lançou versão para menores

A regra básica é que a criança ou o adolescente tenha CPF e um responsável legal. Quem abre a conta em uma corretora são os responsáveis. Eles apresentam os documentos de identificação (RG ou CPF) do menor e os próprios, e precisam ter conta bancária. Depois, o dinheiro é enviado do banco para a corretora. Cada instituição define suas próprias regras para esse tipo de conta.

A XP anunciou na quinta-feira (8) uma conta para menores. Quem pede a abertura é o responsável legal, pelo próprio aplicativo. Não há idade mínima, mas o menor precisa ter CPF válido.

No Tesouro Direto, o cadastro em nome do menor pode ser feito pelo modelo simplificado (Cad&Pag), nas instituições integradas ao programa. O valor inicial do EducA+ é de cerca de R$ 30, com acumulação de 3 a 18 anos.

Opções e mercado futuro só a partir dos 18 anos

Minicontratos, opções, swap e mercado futuro são permitidos apenas para maiores de 18 anos. Ações, fundos imobiliários e ETFs estão liberados para menores, com supervisão dos pais.

A renda variável oscila e pode dar prejuízo. Guias de investimento costumam classificar ações, ETFs e fundos imobiliários como aplicações de risco moderado a alto, e a renda fixa como de risco baixo a moderado.

Especialistas em educação financeira infantil não foram ouvidos até a publicação. O Bairrista segue apurando e atualiza a matéria se a B3 detalhar os dados gaúchos.

Serviço

  • Quem pode investir: qualquer menor com CPF, representado ou assistido por pai, mãe ou responsável legal.
  • Onde abrir: corretoras e instituições financeiras que aceitem contas de menores, ou o cadastro do Tesouro Direto.
  • Mais informações: Bora Investir, portal educativo da B3 (borainvestir.b3.com.br).

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