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Geral

RS deve registrar 3.790 casos de câncer de mama em 2026; 38,1% são de estágio 3 ou 4

Mastologista de Ijuí atribui o menor índice de diagnóstico tardio no Estado à ampliação da mamografia e defende cobertura ainda maior.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

Foto: RS deve registrar 3.790 casos de câncer de mama em 2026; 38,1% são de estágio 3 ou 4
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Ao menos 3.790 mulheres devem ser diagnosticadas com câncer de mama no Rio Grande do Sul em 2026, estima o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para o Brasil, a previsão é de 78 mil casos novos por ano até 2028.

Segundo o Observatório de Oncologia, somente 38,1% dos casos gaúchos foram descobertos nos estágios 3 ou 4, os mais avançados da doença. O dado mostra avanço do RS em relação ao país, com menos diagnósticos tardios.

Por que os casos aumentam

O câncer de mama foi o segundo tipo de câncer mais diagnosticado no mundo em 2024, segundo o Inca. Dados da Organização Mundial da Saúde divulgados em 2026 apontam que a doença matou 700 mil mulheres naquele ano, a principal causa de morte feminina por câncer.

A mastologista Eduarda Luzzi, do Hospital de Clínicas de Ijuí (HCI), afirma que o aumento é uma tendência global e, no RS, relaciona o avanço a hábitos de saúde da população.

— A gente sabe que nossa população tem sobrepeso, que envelhece mais, tem um índice maior de tabagismo em relação ao resto do país, então isso tudo torna o câncer mais frequente entre as mulheres — disse.

Mamografia amplia chance de cura

Segundo a médica, o resultado do RS nos estágios do diagnóstico se explica pela ampliação da cobertura de mamografia no Estado. O exame é o principal método de rastreamento da doença.

Os melhores resultados de tratamento e de qualidade de vida, de acordo com o Observatório de Oncologia, estão ligados ao diagnóstico nos estágios iniciais e ao começo rápido do tratamento.

Luzzi explica que a chance de cura chega a 100% quando o tumor é descoberto em estágio zero, com apenas calcificações alteradas no exame. O nódulo, em geral, só é percebido quando já tem 3 ou 4 centímetros. Nesse ponto a cura segue possível, mas com perspectiva menor.

— A chave do processo de cura é realmente ampliar a cobertura de mamografia, conscientizar as pessoas pra elas fazerem cada vez mais — disse a mastologista.

Perguntas frequentes

Quantos casos de câncer de mama são esperados no RS em 2026?

O Inca estima ao menos 3.790 diagnósticos de câncer de mama no Rio Grande do Sul em 2026.

Qual a chance de cura quando o câncer de mama é descoberto cedo?

Segundo a mastologista Eduarda Luzzi, a chance de cura chega a 100% quando o tumor é descoberto em estágio zero, com apenas calcificações alteradas no exame.

Qual exame é o principal para rastrear o câncer de mama?

A mamografia é o principal método de rastreamento da doença, e a ampliação da sua cobertura no RS é apontada como o motivo do menor índice de diagnósticos tardios.

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