RS define acesso ao aeroporto de Vila Oliva por Juá; obra custa R$ 288 milhões
As duas alternativas pelo Vale do Rio Caí foram orçadas em R$ 499 milhões e R$ 517 milhões, e o estudo prevê 36 meses de obras em 46 km.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O governador Eduardo Leite apresentou na terça-feira (20), na abertura da Mercopar, em Caxias do Sul, o traçado da ERS-466. A rodovia fará a ligação entre a Rota do Sol e Canela, com acesso ao novo Aeroporto da Serra Gaúcha. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) analisou três alternativas e apontou a de custo estimado em R$ 288 milhões.
Para quem vive ou viaja pela Serra, a promessa é de uma estrada mais rápida. Pelo Juá, o tempo da Rota do Sol até Canela foi estimado em 72 minutos na tabela comparativa do estudo. Pelas outras duas opções, seria de 104 e 98 minutos. Com levantamentos topográficos e sondagens, o anteprojeto ampliou curvas e reduziu a previsão para 47 minutos entre a Rota do Sol e a Estrada do Caracol, em Canela, e 48 minutos entre o aeroporto
Juá custa 42% menos que a alternativa de R$ 499 milhões
A alternativa escolhida passa pela Estrada do Juá e segue até a ERS-235, em Canela. O estudo prevê 46 quilômetros de intervenções: 41 entre a Rota do Sol e a RS-235 e cinco de acesso ao aeroporto. O valor tem como referência janeiro de 2026.
O percurso por Tunas Baixa foi orçado em R$ 499 milhões, e o de Tunas Altas, em R$ 517 milhões. O Juá sai 42% mais barato que a opção de R$ 499 milhões, ou R$ 211 milhões a menos. O alto valor das outras duas vem das pontes. As duas alternativas pelo vale do Rio Caí exigiriam pontes com mais de 1 km de extensão; o Juá prevê três pontes menores, que somam 360 metros.
O governo aponta menor interferência em áreas sensíveis no traçado pelo Juá. O estudo não identifica atingimento de unidades de conservação de proteção integral, terras indígenas, comunidades quilombolas, cavernas ou sítios arqueológicos cadastrados.
Retorno de 16,9% ao ano
O governo apresentou retorno econômico estimado de 16,9% ao ano e R$ 1,63 em benefícios para cada R$ 1 investido. O secretário estadual de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, afirmou que a ligação deve atender ao turismo e ao transporte de cargas.
O EVTEA também analisa a pavimentação do restante da RS-476 até Jaquirana e da RS-484, a Serra do Umbu, que liga São Francisco de Paula a Maquiné. Essas são demandas dos municípios dos Campos de Cima da Serra. O governo não divulgou cronograma para esses trechos.
Anteprojeto sai em dezembro
O estudo estima 36 meses para a obra. O governo não informou a origem dos recursos nem a data da licitação.
O próximo passo é o anteprojeto. Segundo Leite, a conclusão está prevista para dezembro. Depois, poderão avançar o licenciamento ambiental e a contratação integrada do projeto executivo e da execução da obra.
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