Romero Britto lança autobiografia a R$ 74,90 e vê 'inveja e elitismo' nas críticas
Em entrevista à Zero Hora, o pintor diz que a opinião dos colecionadores pesa mais que a dos críticos e comenta o câncer de próstata relatado no livro.
Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

O pintor e escultor pernambucano Romero Britto, radicado em Miami, rebateu as críticas ao seu trabalho em entrevista à Zero Hora publicada nesta quinta (22). Ele lança a autobiografia A Arte da Felicidade, e diz que o meio das artes tem "ignorância, inveja e elitismo".
O livro é da Citadel Editora e tem 240 páginas. Custa R$ 74,90 e é vendido na Amazon, no Mercado Livre e nas principais livrarias do país. Quem mora em Porto Alegre e na Região Metropolitana encontra o título nas lojas físicas e nas virtuais.
"Tem muito mais gente apoiando"
Na entrevista, Britto respondeu a um trecho do livro em que cita artistas que o acusam de ceder demais ao capitalismo e de estampar a obra de caderno a chinelo. Para ele, há preconceito no meio e gente que fala sem se aprofundar. O pintor lembra que Picasso também foi criticado quando jovem, por ser prolífico.
O artista afirma que o que importa é a opinião dos colecionadores. Cita o mexicano Carlos Slim, cuja família teria obras suas, e a norte-americana Alice Walton, que mantém um museu nos Estados Unidos. "Tem muito mais pessoas apoiando o meu trabalho do que não apoiando", disse. Britto não nomeou os críticos a que se refere.
Câncer, escultura quebrada e imigração
O livro também traz o relato de um câncer de próstata. Britto recebeu o diagnóstico em 2020, durante a pandemia, e decidiu não tornar a doença pública. A retirada da próstata veio cerca de um ano depois. Ele conta que a cirurgia deu certo e que a doença está em remissão há dois anos. Na obra, escreve que está "mais saudável do que nunca".
Outro ponto é o episódio de 2017, que ganhou repercussão em 2020, quando o vídeo de uma mulher quebrando uma escultura dele foi publicado nas redes sociais. No livro, Britto descreve o caso como a quebra deliberada de uma obra sua pela proprietária de um restaurante, na presença de seus funcionários. À Zero Hora, ele disse que o local era reservado à sua equipe e que pediu para baixar o volume da música e afastar os garçons da mesa. Chamou a reação da mulher de "reacionária e pirada".
Questionado sobre a política de imigração dos Estados Unidos no governo Trump, que se tornou mais rígida, Britto disse não falar pelo governo americano. Afirmou que a preocupação é com segurança e com a entrada de pessoas que não se adaptam ou são criminosas. Também defendeu que quem tem curso superior encontra mais espaço nos países desenvolvidos.
Britto, que criou o movimento Happy Art em 1992, ainda comentou o documentário The Britto Doc (2025), que diz ter pesado na decisão de contar a própria história agora.
Serviço
Livro: A Arte da Felicidade, de Romero Britto (Citadel Editora, 240 páginas). Preço: R$ 74,90. Onde comprar: Amazon, Mercado Livre e principais livrarias do país.
Perguntas frequentes
Quanto custa o livro "A Arte da Felicidade", de Romero Britto?
O livro custa R$ 74,90 e tem 240 páginas, da Citadel Editora.
Onde comprar "A Arte da Felicidade"?
Na Amazon, no Mercado Livre e nas principais livrarias do país, incluindo lojas físicas e virtuais em Porto Alegre e Região Metropolitana.
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