🔍
Urgente MPRS faz 10 buscas e sequestra 11 veículos de luxo de grupo ligado a facção em sete cidades
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 5,04 ▼ 1,13%Euro R$ 5,64 ▼ 1,16%Ibov 203,6 mil ▼ 0,36%Nasdaq 26,2 mil ▼ 2,08%25°C ☀
Agro

Romero Britto lança autobiografia a R$ 74,90 e vê 'inveja e elitismo' nas críticas

Em entrevista à Zero Hora, o pintor diz que a opinião dos colecionadores pesa mais que a dos críticos e comenta o câncer de próstata relatado no livro.

Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

Romero Britto, pintor, em entrevista à Zero Hora sobre sua autobiografia.
Foto: Dirk Vorderstraße / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O pintor e escultor pernambucano Romero Britto, radicado em Miami, rebateu as críticas ao seu trabalho em entrevista à Zero Hora publicada nesta quinta (22). Ele lança a autobiografia A Arte da Felicidade, e diz que o meio das artes tem "ignorância, inveja e elitismo".

O livro é da Citadel Editora e tem 240 páginas. Custa R$ 74,90 e é vendido na Amazon, no Mercado Livre e nas principais livrarias do país. Quem mora em Porto Alegre e na Região Metropolitana encontra o título nas lojas físicas e nas virtuais.

"Tem muito mais gente apoiando"

Na entrevista, Britto respondeu a um trecho do livro em que cita artistas que o acusam de ceder demais ao capitalismo e de estampar a obra de caderno a chinelo. Para ele, há preconceito no meio e gente que fala sem se aprofundar. O pintor lembra que Picasso também foi criticado quando jovem, por ser prolífico.

O artista afirma que o que importa é a opinião dos colecionadores. Cita o mexicano Carlos Slim, cuja família teria obras suas, e a norte-americana Alice Walton, que mantém um museu nos Estados Unidos. "Tem muito mais pessoas apoiando o meu trabalho do que não apoiando", disse. Britto não nomeou os críticos a que se refere.

Câncer, escultura quebrada e imigração

O livro também traz o relato de um câncer de próstata. Britto recebeu o diagnóstico em 2020, durante a pandemia, e decidiu não tornar a doença pública. A retirada da próstata veio cerca de um ano depois. Ele conta que a cirurgia deu certo e que a doença está em remissão há dois anos. Na obra, escreve que está "mais saudável do que nunca".

Outro ponto é o episódio de 2017, que ganhou repercussão em 2020, quando o vídeo de uma mulher quebrando uma escultura dele foi publicado nas redes sociais. No livro, Britto descreve o caso como a quebra deliberada de uma obra sua pela proprietária de um restaurante, na presença de seus funcionários. À Zero Hora, ele disse que o local era reservado à sua equipe e que pediu para baixar o volume da música e afastar os garçons da mesa. Chamou a reação da mulher de "reacionária e pirada".

Questionado sobre a política de imigração dos Estados Unidos no governo Trump, que se tornou mais rígida, Britto disse não falar pelo governo americano. Afirmou que a preocupação é com segurança e com a entrada de pessoas que não se adaptam ou são criminosas. Também defendeu que quem tem curso superior encontra mais espaço nos países desenvolvidos.

Britto, que criou o movimento Happy Art em 1992, ainda comentou o documentário The Britto Doc (2025), que diz ter pesado na decisão de contar a própria história agora.

Serviço

Livro: A Arte da Felicidade, de Romero Britto (Citadel Editora, 240 páginas). Preço: R$ 74,90. Onde comprar: Amazon, Mercado Livre e principais livrarias do país.

Perguntas frequentes

Quanto custa o livro "A Arte da Felicidade", de Romero Britto?

O livro custa R$ 74,90 e tem 240 páginas, da Citadel Editora.

Onde comprar "A Arte da Felicidade"?

Na Amazon, no Mercado Livre e nas principais livrarias do país, incluindo lojas físicas e virtuais em Porto Alegre e Região Metropolitana.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também