Rio Grande: duas boias chegam para medir o mar na área do projeto eólico Aura Sul Wind
Equipamentos da blueOASIS têm instalação prevista para o início de 2027, a até 65 quilômetros da costa, e devem ter os dados integrados ao SiMCosta, da FURG.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Duas boias de monitoramento oceânico da empresa portuguesa blueOASIS chegaram a Rio Grande no início de outubro. Elas vão compor uma campanha de medições ligada ao Aura Sul Wind, projeto de demonstração de energia eólica flutuante em alto-mar liderado pela JB Energy, segundo o jornal O Litorâneo, de Rio Grande. Uma terceira unidade deve chegar nos próximos meses.
A instalação das boias está prevista para o início de 2027, segundo o jornal.

O que o projeto prevê
O Aura Sul Wind pretende instalar uma turbina sobre plataforma flutuante a cerca de 65 quilômetros da costa. O objetivo é testar a tecnologia e gerar conhecimento para o setor no Brasil.
A parceria com a blueOASIS prevê três sistemas de monitoramento Hydrotwin HT-Spotter, instalados a aproximadamente 35, 50 e 65 quilômetros da costa. Segundo o jornal, os equipamentos têm medidores acústicos e vão apoiar estudos ambientais e de engenharia. Os dados devem ser integrados ao SiMCosta, sistema de monitoramento costeiro ligado à Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
Porto e instituições locais entram na preparação
Uma reunião em 11 de setembro na Portos-RS discutiu os pontos de instalação, a fixação das boias ao fundo do mar, a manutenção e as condições para operar com segurança. O encontro mostra que a autoridade portuária já participa do planejamento da campanha. O Porto do Rio Grande é o principal terminal marítimo do estado.
A pesca artesanal e as rotas de navegação para o porto são as duas atividades que mais dependem do uso da área marítima. As informações públicas sobre o projeto não detalham como as boias se relacionam com elas.
Regras federais ainda estão em construção
O setor de eólicas no mar depende de regulamentação federal. Em 27 de outubro, o Ministério de Minas e Energia informou que o decreto que regulamenta a Lei nº 15.097/2025, marco legal da eólica offshore, estava em fase final de ajustes e seria encaminhado à Casa Civil.
Rio Grande também aparece em um estudo federal sobre portos. O Ministério de Portos e Aeroportos informou que o levantamento selecionou o Porto de Rio Grande entre seis instalações para avaliação detalhada de infraestrutura para a cadeia de eólicas offshore. O estudo trata de estrutura portuária e não define a instalação de parques no mar.
A empresa responsável não divulgou, nas informações consultadas, o número do processo de licenciamento do Aura Sul Wind nem a potência prevista da turbina.
A instalação das três boias está prevista para o início de 2027, a 35, 50 e 65 quilômetros da costa de Rio Grande, segundo O Litorâneo.
Perguntas frequentes
Quando as boias do Aura Sul Wind começam a funcionar?
A instalação das três boias está prevista para o início de 2027, segundo O Litorâneo.
A que distância da costa ficam as boias?
Elas devem ser instaladas a aproximadamente 35, 50 e 65 quilômetros da costa de Rio Grande.
Onde vão ficar os dados das medições?
Os dados devem ser integrados ao SiMCosta, sistema de monitoramento costeiro ligado à FURG.
Quem está por trás do projeto?
O Aura Sul Wind é liderado pela JB Energy, com as boias fornecidas pela empresa portuguesa blueOASIS.
Saber mais: fontes consultadas (3)
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