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Protestos na França terminam com cerca de 400 presos, carros queimados e saques

Ministro do Interior diz que 550 mil pessoas foram às ruas contra o custo de vida, e o governo culpa a ultraesquerda pela violência.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 18:46 · 1 min de leitura

Ilustração: manifestação de rua na França durante os protestos contra o custo de vida.
Foto: Jeanne Menjoulet from Paris, France / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Os protestos contra o custo de vida na França terminaram neste sábado (17) com carros incendiados, lojas saqueadas e cerca de 400 pessoas presas. O número foi informado pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, que calculou em cerca de 550 mil os participantes das manifestações. Antes, o balanço da tarde do ministério apontava pelo menos 272 detidos .

Os atos reuniram 110 mil manifestantes em Paris . Segundo o ministro, a maior parte dos presos é de adultos sem ligação com o movimento estudantil .

Por que a França foi às ruas

A onda de protestos tem como bandeiras o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos.

As mobilizações começaram no mês passado em escolas de ensino médio dos subúrbios pobres ao norte de Paris. Uma manifestante de 19 anos ouvida na capital citou o preço dos combustíveis e a falta de professores entre os motivos.

Violência em várias cidades

Na capital, grupos de encapuzados lançaram pedras e fogos de artifício contra as forças de segurança, e a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água. Nuñez relatou saques ou tentativas de saque em Paris, Rouen, Nantes, Toulouse e Marselha .

Em Lyon, um grupo de encapuzados atacou e incendiou um posto de turismo na Praça Bellecour . Sessenta policiais ficaram feridos nos confrontos, segundo o ministro.

O governo atribui a violência a grupos que classifica como de "ultraesquerda" . Nuñez afirmou que muitas prisões foram em flagrante e que a polícia vai trabalhar com o Judiciário para responsabilizar criminalmente os detidos nos próximos dias.

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