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Bento Gonçalves tem alta de 118% em batidas contra postes; Caxias do Sul reduz 35%

Juntas, as duas cidades da Serra somaram 74 colisões no primeiro semestre de 2026, e o condutor responsável pode pagar de R$ 3 mil a R$ 14 mil pelo poste.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 19:37 · 2 min de leitura

Ilustração: poste de energia elétrica na Serra Gaúcha, tema das colisões de veículos contra postes na região.
Foto: Gervacio Rosales / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Caxias do Sul e Bento Gonçalves registraram 74 colisões de veículos contra postes de janeiro a junho de 2026, segundo levantamento da CPFL RGE. Caxias teve 50 casos e reduziu as ocorrências em 35%. Bento teve 24 e mais que dobrou o número do ano passado, com alta de 118%.

Quadro: Bento Gonçalves tem alta de 118% em batidas contra postes; Caxias do Sul reduz 35%
Entenda em um quadro · Bairrista

Quem bate num poste e é identificado pode ser cobrado pela reposição, que custa de R$ 3 mil a R$ 14 mil, conforme os equipamentos instalados. A batida também pode derrubar cabos e deixar milhares de clientes sem energia.

Caxias cai, Bento sobe

Em Caxias do Sul, foram 50 acidentes no semestre, contra 77 no mesmo período de 2025.

Em Bento Gonçalves, o movimento foi o oposto: 24 colisões nos seis primeiros meses deste ano, ante 11 no primeiro semestre de 2025.

Em toda a área de concessão da CPFL RGE, que abrange 381 municípios, foram 527 ocorrências no semestre. O número é 14% maior que as 462 de um ano antes e equivale a quase três colisões por dia.

Como é o atendimento e por que a energia demora a voltar

Após a batida, a equipe isola os circuitos e religa a energia para o maior número possível de consumidores. Depois, as equipes de Obras e Manutenção trocam o poste e reconstroem o trecho danificado.

O serviço pode demorar mais conforme a gravidade, principalmente quando é preciso aguardar a perícia policial e a remoção do veículo.

"Uma colisão contra um poste pode colocar vidas em risco e trazer consequências para toda a comunidade. Além do perigo envolvendo a rede elétrica e da possibilidade de queda de cabos, esse tipo de ocorrência pode comprometer o fornecimento de energia para milhares de clientes. Por isso, a prevenção e o comportamento seguro no trânsito são fundamentais", afirmou Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia.

O que fazer se os cabos caírem

Se a batida derrubar cabos, a orientação é permanecer dentro do veículo e ligar para a CPFL RGE, no 0800 970 0900, ou para o Corpo de Bombeiros, no 193. Ninguém deve tocar no carro, no poste ou nos fios caídos.

Se for indispensável sair do automóvel, a recomendação é saltar com os pés juntos, sem encostar ao mesmo tempo na lataria e no chão. Pedestres devem manter distância e nunca tentar afastar cabos rompidos.

Serviço: em caso de colisão com queda de cabos, fique no veículo e acione a CPFL RGE pelo 0800 970 0900 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Perguntas frequentes

Quanto custa para o motorista pagar a reposição de um poste após uma batida?

Conforme os equipamentos instalados, a reposição custa de R$ 3 mil a R$ 14 mil, e quem for identificado pode ser cobrado.

O que fazer se a batida no carro derrubar cabos de energia?

Permaneça dentro do veículo e ligue para a CPFL RGE no 0800 970 0900 ou para os Bombeiros no 193. Não toque no carro, no poste ou nos fios.

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