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Professora da UCS diz que adaptar não é facilitar no ensino de alunos neurodivergentes

Patrícia Giuriatti afirma que a mesma adaptação não serve para todos os estudantes e que a inclusão exige mudar a estrutura quando o formato único vira barreira.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 03:24 · 2 min de leitura

Ilustração: Bairrista/IA sobre inclusão escolar de alunos neurodivergentes e adaptação do ensino
Ilustração: Bairrista/IA

A professora Patrícia Giuriatti, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), defende que a inclusão de alunos neurodivergentes exige estratégias de acessibilidade, e não só acolhimento. Em entrevista ao Pioneiro, publicada nesta sexta (16), ela afirmou que não existe uma única maneira de aprender e que adaptar não é facilitar.

Para escolas, professores e famílias da Serra e do resto do Estado, o recado é prático. Segundo Giuriatti, a escola precisa descobrir como a diferença de cada estudante atua no processo de aprendizagem, em vez de aplicar a mesma solução a todos.

Cada aluno pede uma adaptação

A professora explicou que neurodivergência é o termo para pessoas cujas funções cognitivas e cujo funcionamento do cérebro são diferentes. Entre os exemplos, citou o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), o autismo, a dislexia e os transtornos de aprendizagem.

Segundo ela, é comum que esses estudantes precisem de adaptações curriculares, complementação de material, suplementação e estratégias diferentes. Giuriatti disse que a mesma adaptação não pode ser adotada em todos os casos.

Acessibilidade como direito

Giuriatti rebateu a ideia de que flexibilizar o ensino o torna mais fácil. Quando o modelo igual para todos se torna uma barreira de aprendizagem, afirmou, a estrutura precisa ser modificada. Nas palavras dela: "O que estamos discutindo não é a facilitação, mas assegurar o direito da acessibilidade."

A professora também tratou de dois pontos que costumam gerar dúvida. Sobre o número de casos, disse que não houve aumento: hoje se fala mais do assunto, os diagnósticos são mais trabalhados e as famílias procuram ajuda mais cedo. Sobre inteligência, afirmou que a neurodivergência pode estar ligada a ela, mas não necessariamente. Uma criança pode ter alta habilidade em criatividade e dificuldade em leitura e escrita, exemplificou.

Entrevista completa está no site do Pioneiro

A entrevista completa foi publicada pelo Pioneiro na sexta (16), às 11h13, e está disponível no site do jornal.

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