Porto Alegre reúne cadeia da moda em workshop para montar plano de ação coletivo
Pesquisas já mapearam 64 iniciativas na Capital, e o vestuário local fechou 516 postos de trabalho a mais do que abriu entre 2020 e 2025.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

A Prefeitura de Porto Alegre e o Sebrae RS reuniram na terça-feira (20), no Instituto Caldeira, representantes da cadeia produtiva da moda no Workshop Ecossistema da Moda POA. O objetivo é montar um plano de ação coletivo para o setor, com ações que ajudem os negócios da Capital.
As contribuições do encontro vão servir de base para esse plano e, segundo a organização, também podem orientar futuras políticas públicas para a moda. Para empreendedores e marcas locais, o resultado deve indicar quais apoios entram na pauta da cidade.
A iniciativa é da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos (SMDETE) e integra o projeto DNA Moda POA (Dinâmica de Negócios Autorais), ligado ao programa POA Criativa.
Pesquisa mapeou 64 iniciativas de moda na Capital
Os presentes conheceram resultados de pesquisas feitas desde 2024, que identificaram 64 iniciativas relacionadas à moda em Porto Alegre. Depois, participaram de dinâmicas colaborativas conduzidas pela consultoria Cora Design, com discussões sobre gestão, produção, sustentabilidade e oportunidades de negócios.
"Queremos conectar atores estratégicos da cadeia da moda de Porto Alegre para construir, de forma coletiva, uma estratégia de posicionamento territorial que valorize a identidade da cidade e fortaleça o setor", afirmou a coordenadora de Economia Criativa da SMDETE, Joana Braga.
Laura Madalosso, cofundadora da Cora Design, apontou criatividade, identidade e compromisso com a sustentabilidade como pontos fortes da moda porto-alegrense. Segundo ela, as conversas com o setor mostraram interesse em colaborar, mas também dificuldades enfrentadas pelos negócios locais.
"Fortalecer a moda local é também fortalecer a economia criativa, gerar oportunidades de trabalho e valorizar a identidade do território", disse Laura. Para ela, é preciso identificar desafios comuns e aproximar os diferentes integrantes da cadeia, de modo que se reconheçam como parte de um mesmo ecossistema.
Vestuário perdeu 516 vagas em cinco anos
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram saldo negativo de 516 postos de trabalho no vestuário de Porto Alegre entre janeiro de 2020 e janeiro de 2025.
Um levantamento do POA Criativa analisou 25 marcas locais e constatou que 12 delas usam o reaproveitamento de resíduos como principal fonte de matéria-prima. Para a organização, o dado mostra a presença da moda circular na cidade e a necessidade de discutir como torná-la viável economicamente.
O próximo passo é a elaboração do plano de ação coletivo para o setor, com a participação de empreendedores, instituições e poder público.
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