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ClimaMundoAfeta o RS

Pnuma vê 2,8°C de aquecimento até 2100 e pede corte de 18% das emissões até 2030

Mesmo com todas as metas nacionais cumpridas, o planeta chegaria a 2,6°C, segundo o relatório divulgado a menos de três semanas da COP31, em Antalya.

Por que afeta o RS: Riscos de eventos extremos, produção agrícola e custos de adaptação também atingem o Rio Grande do Sul.

Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): An industrial complex at sunrise or sunset with tall
Ilustração: Bairrista

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou nesta quarta-feira (21) o Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026. Se as políticas atuais continuarem, o aquecimento pode chegar a 2,8°C ainda neste século e seguir subindo depois. Se todas as metas nacionais (as NDCs) forem cumpridas, o aumento fica em 2,6°C.

Para o Rio Grande do Sul, o número importa. Mais aquecimento significa eventos extremos mais frequentes, como a enchente de maio de 2024, e mais pressão sobre lavouras e obras de proteção. O relatório sai antes da COP31, marcada para 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia.

O que o Pnuma diz ser preciso fazer

O texto desenha um cenário de "menor ultrapassagem possível" do limite de 1,5°C. Nele, o pico de aquecimento por volta de meados do século fica em 1,7°C a 1,8°C, e a temperatura volta a 1,5°C ou menos até 2100, com cerca de 50% de chance.

Para entrar nessa trajetória, as emissões globais de gases de efeito estufa teriam de cair 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, sempre em relação a 2025. A redução exigida até 2035 equivale a um corte médio de 5,7% ao ano entre 2025 e 2035. A volta a 1,5°C também depende de remoção crescente de dióxido de carbono ao longo do século.

Metas nacionais ficam longe

A implementação plena das NDCs reduziria as emissões em apenas 5% a 8% até 2030 e 11% a 15% até 2035, na comparação com 2025. As projeções ficaram piores que as do ano passado por causa da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e da revisão das estimativas de emissões históricas.

As emissões globais de 2025 ficaram praticamente no mesmo nível das de 2024. Entre os seis maiores emissores, os dados preliminares mostram alta nos Estados Unidos, na Indonésia e na China, e queda na Índia, na Rússia e na União Europeia.

Por setor, o relatório traz parâmetros novos. Eles tratam da expansão das renováveis, da redução da intensidade de energia, da menor participação de carvão, petróleo e gás na oferta total e do corte de metano depois de 2030.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, rebateu a leitura de derrota. "A ultrapassagem não é uma rendição."

Serviço

A COP31 acontece de 9 a 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia. O relatório completo, em inglês, está no site do Pnuma, e a ONU Brasil publicou um resumo em português.

Perguntas frequentes

Quando será a COP31?

Ela acontece de 9 a 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia.

Quanto as emissões precisam cair até 2030?

Segundo o Pnuma, 18% em relação a 2025 para seguir a trajetória de menor ultrapassagem do limite de 1,5°C.

Onde ler o relatório do Pnuma?

O relatório completo, em inglês, está no site do Pnuma, e a ONU Brasil publicou um resumo em português.

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