PNUD propõe ver clima, cibercrime e economia como riscos ligados na Ásia e no Pacífico
Relatório divulgado nesta quinta (22) sugere investir em instituições confiáveis, salvaguardas digitais, saúde pública e preparação para desastres, e aponta que o gasto militar mundial chegou perto de US$ 2,9 trilhões em
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou nesta quinta (22) o relatório Redefining Security: Development Circuit Breakers for a More Secure Future. O texto defende que a segurança na Ásia e no Pacífico deixe de olhar só para ameaças militares. Passa a incluir choques climáticos, insegurança econômica, cibercrimes, perda de confiança nas instituições e redes ilícitas de comércio entre países.
A região analisada vai do Irã e do Afeganistão às ilhas do Pacífico. Para quem vive no Rio Grande do Sul, o valor da proposta está na lógica, não na geografia. Uma enchente, uma crise de renda e um golpe pela internet costumam se alimentar entre si, e o relatório sugere que governos tratem esses problemas de forma conjunta.
Quatro "disjuntores" contra o efeito dominó
O PNUD propõe quatro "circuit breakers" de desenvolvimento. São sistemas e instituições que ajudam os países a absorver grandes choques e a impedir que a crise se espalhe. Em artigo sobre o relatório, a diretora regional do PNUD para Ásia e Pacífico, Kanni Wignaraja, listou os quatro: governança e legitimidade das instituições, integridade dos sistemas digitais, segurança econômica e resiliência climática e de saúde.
O documento pede investimento em instituições confiáveis e governança local mais forte, proteção social, salvaguardas digitais e de inteligência artificial, saúde pública, preparação para desastres e sistemas de alerta precoce. Em entrevista ao site The Diplomat, Wignaraja afirmou que "a confiança é o único interruptor que permite que os quatro disjuntores funcionem".
Gasto militar sobe, ajuda ao desenvolvimento cai
O relatório contrasta duas curvas. O gasto militar mundial chegou perto de US$ 2,9 trilhões em 2025. A ajuda oficial ao desenvolvimento caiu cerca de 23%, para US$ 174,3 bilhões. Para o PNUD, a distância entre gastar com dissuasão e gastar com prevenção deixa as sociedades mais vulneráveis.
Wignaraja disse que a proposta não é escolher entre defesa e desenvolvimento, mas acertar o equilíbrio entre os dois investimentos.
O paralelo no RS
O Estado já trabalha com a lógica do alerta antecipado. O Centro de Monitoramento da Defesa Civil gaúcha prevê para os próximos dias cheias em arroios e pequenos rios. Também espera elevações moderadas no rio Uruguai, principalmente por causa das chuvas em Santa Catarina. O mapa de risco hidrológico usa os níveis de atenção, alerta e inundação.
Não há indicação de que o relatório tenha influenciado políticas gaúchas ou brasileiras de defesa civil ou de segurança digital.
Os avisos e alertas em vigor ficam no site da Defesa Civil do RS (defesacivil.rs.gov.br). Em caso de emergência, o telefone da Defesa Civil é o 199.
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