PF cumpre 5 mandados no Rio e em Niterói e volta a mirar o deputado Marcelo Queiroz
Segunda fase da Operação Castratio, autorizada pelo ministro Flávio Dino, apura fraudes em contratos de castração de animais que somam cerca de R$ 200 milhões.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (27) a segunda fase da Operação Castratio e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói. O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é um dos alvos. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso tramita na corte por causa do foro por prerrogativa de função do deputado.
A investigação examina contratos do governo fluminense para castração e esterilização de animais. Segundo a PF, o valor total dos contratos chega a cerca de R$ 200 milhões. Não há, nas informações divulgadas, ligação do caso com o Rio Grande do Sul. O inquérito é federal e corre no STF.
Escritório do deputado entre os alvos
Entre os endereços das buscas está o escritório do parlamentar. Segundo a PF, o objetivo da etapa é desarticular uma organização criminosa que atuava na Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A PF não detalhou os demais endereços nem o papel de cada alvo.
A corporação informou que os fatos podem caracterizar peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros crimes que surjam nas investigações. São suspeitas em apuração, sem conclusão da Justiça.
O que levou à nova fase
A PF afirmou que os materiais obtidos na primeira etapa, em maio de 2026, desencadearam esta fase, que busca apurar a extensão do grupo e suas práticas. Na primeira fase, os policiais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, expedidos por Dino.
As suspeitas listadas pela PF incluem direcionamento, superfaturamento e fraude à licitação. A empresa investigada é a Consuvet. Ela foi criada apenas três meses antes dos acordos milionários, segundo o RJ2. O primeiro contrato com a Seapa foi assinado em julho de 2021.
Queiroz comandou a secretaria de outubro de 2019 a março de 2022, nos governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro (PL).
O que diz a defesa
Em nota, Queiroz afirmou que jamais participou ou teve conhecimento de qualquer ilegalidade e que já havia prestado esclarecimentos à investigação. A defesa acrescentou que os contratos foram submetidos ao Tribunal de Contas e à Controladoria sem apontamento de irregularidade.
A PF não informou prazo para concluir o inquérito nem se haverá denúncia ao Ministério Público Federal.
Perguntas frequentes
Quem é o alvo da segunda fase da Operação Castratio?
O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é um dos alvos, e o escritório dele está entre os endereços de busca.
Quanto somam os contratos investigados?
Segundo a PF, o valor total dos contratos chega a cerca de R$ 200 milhões.
Quem autorizou as buscas?
A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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