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PF cumpre 5 mandados na 2ª fase da Castratio; contratos do RJ somam R$ 200 milhões

Ordens foram expedidas pelo ministro Flávio Dino, do STF, e as buscas alcançam o escritório do deputado federal Marcelo Queiroz, ex-secretário estadual de Agricultura.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 1 min de leitura

Flávio Dino fala à imprensa em evento em Brasília (foto de abril de 2025).
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (27) a segunda fase da Operação Castratio. Policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração trata de contratos entre o governo fluminense e uma empresa privada para castração e esterilização de animais, que somam cerca de R$ 200 milhões.

O caso é da administração do Rio de Janeiro e não envolve contratos do Rio Grande do Sul. O caso tramita no STF porque um dos alvos, um deputado federal, tem foro privilegiado. A investigação tramita na Corte em razão do foro por prerrogativa de função do deputado.

Suspeitas e crimes investigados

A PF apura direcionamento, superfaturamento e fraude em licitações na antiga Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, hoje chamada SEAPA. Os fatos podem configurar peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa que atuaria na secretaria.

A nota da PF não cita nomes de investigados. Reportagens da imprensa apontam o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) como um dos alvos. Queiroz comandou a secretaria de outubro de 2019 a março de 2022, nos governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro. Entre os endereços das buscas está o escritório do parlamentar, e as ordens são do ministro Flávio Dino. A defesa de Queiroz não havia se manifestado sobre esta fase até a publicação.

Primeira fase foi em maio

A primeira fase ocorreu em maio de 2026. Segundo a PF, o material obtido naquela etapa levou ao aprofundamento da investigação. Queiroz já havia sido alvo daquela fase, por suspeitas de fraudes em licitações.

A nova etapa busca identificar a extensão da suposta organização criminosa e suas práticas.

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