Petróleo recua com sinais de diálogo EUA-Irã, mas Brent segue em US$ 108,79
Contrato do Brent chegou a US$ 111,99 na sessão, maior nível em cinco meses, e a alta de 2026 já passa de 70% no acumulado do ano.
Por que afeta o RS: Petróleo mais caro pressiona o preço dos combustíveis e o custo do frete e do transporte no estado, afetando consumidores e o agronegócio gaúcho.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 1 min de leitura

O petróleo fechou em queda nesta terça (20), mas continua perto das máximas do ano. O Brent para entrega em dezembro caiu 0,7% e fechou a US$ 108,79 por barril, bem abaixo da máxima da sessão, de US$ 111,99. O WTI de novembro recuou 1,8%, para US$ 101,79, depois de tocar US$ 110,48. Esse contrato venceu na terça. O WTI de dezembro fechou a US$ 97,82.
Para o gaúcho, o barril alto segue pesando no tanque e no frete. No diesel S-10, o RS teve o menor preço médio do país na primeira quinzena de outubro, R$ 6,95 por litro. A gasolina ficou em R$ 6,28. O Sul, porém, teve as maiores altas regionais do diesel no período: o S-10 subiu 7,50% e chegou a R$ 7,17.
Diálogo entre EUA e Irã segue sem acordo A queda veio de relatos sobre negociações para encerrar a guerra. Segundo um diplomata envolvido, as conversas continuam, mas é inexata a informação de que um acordo está próximo. Um relato não confirmado chegou a derrubar o Brent até 3,3% durante o dia, antes de os preços recuperarem parte da perda.
Ormuz e Arábia Saudita mantêm o risco O mercado acompanha o Estreito de Ormuz. Pelo menos 18 navios foram atacados em duas semanas, segundo a empresa de monitoramento Kpler. Também escalaram os ataques contra a Arábia Saudita. O petróleo acumula alta de cerca de 80% em 2026.
O presidente Donald Trump afirmou, neste mês, que as forças americanas não atacarão o Irã antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.
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