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Pesquisador do Insper prevê PIB com "forte" desaceleração em 2027; Focus projeta 1,32%

Marcos Mendes não vê melhora em 2028, e a dívida bruta chegou a 82,9% do PIB em agosto, segundo o Banco Central.

Por que afeta o RS: Desaceleração nacional tende a reduzir emprego, arrecadação e atividade econômica no estado.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Fachada da sede do Banco Central do Brasil, em Brasília.
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O pesquisador do Insper Marcos Mendes afirmou, em entrevista publicada neste sábado (24), que espera uma forte desaceleração da economia brasileira em 2027. Ele também não vê melhora em 2028 e fala em risco de estagnação prolongada. Mendes avalia, porém, que o país não caminha para uma recessão como a de 2014–2016.

Quadro: Pesquisador do Insper prevê PIB com "forte" desaceleração em 2027; Focus projeta 1,32%
Em números · Bairrista

Para o gaúcho, o efeito tende a chegar por meio do emprego, do consumo e da arrecadação. Um crescimento nacional mais fraco costuma chegar ao Rio Grande do Sul por esses canais. A indústria e o comércio do estado vendem para o resto do país e dependem dessa demanda.

O que preocupa o pesquisador

Mendes citou como riscos a incerteza internacional, uma possível alta dos juros nos Estados Unidos e a desvalorização do câmbio. A fala é uma avaliação do pesquisador, sem modelo quantitativo detalhado.

O pano de fundo é a dívida pública. O Banco Central registrou a Dívida Bruta do Governo Geral em 82,9% do PIB em agosto de 2026. O indicador soma governo federal, INSS e governos estaduais e municipais. Na entrevista, Mendes cita 71,7% do PIB em 2023 como ponto de partida da comparação.

A agência de risco Fitch seguiu na mesma linha em relatório divulgado na quarta-feira (21). Ela apontou déficit orçamentário acima de 8% do PIB e relação dívida/PIB acima de 80%. A Fitch prevê que o PIB desacelere de 1,9% em 2026 para 1,4% em 2027.

O que diz o mercado

O Boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (19), reduziu as duas projeções. A estimativa para o PIB caiu de 1,85% para 1,83% em 2026 e de 1,40% para 1,32% em 2027.

O Focus reúne a mediana das expectativas de instituições financeiras e consultorias. Essas projeções não são previsões oficiais do Banco Central. A XP vai além da mediana: projeta crescimento de apenas 1% em 2027.

Analistas ouvidos na cobertura do Focus ligam a revisão a menores estímulos fiscais em 2027 e a possíveis efeitos do clima sobre as lavouras. Esse segundo fator pesa no RS, onde a agropecuária é parte importante da atividade.

O próximo Boletim Focus sai na segunda-feira (26), com novas projeções de mercado para o PIB de 2026 e 2027.

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