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Banco Central da Rússia mantém juro em 14% e eleva projeção de inflação para 7,1%-7,6%

Instituição prevê taxa média de 12,5% a 13,5% em 2027, acima dos 10,5% a 12,5% da estimativa anterior, e cita ataques a refinarias entre as pressões sobre preços.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Prédio de banco em Moscou, na Rússia. (Ilustrativa)
Foto: Юрий Д.К. / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O Banco da Rússia manteve a taxa básica de juros em 14% ao ano nesta sexta (23) e elevou a projeção de inflação de 2026 para 7,1% a 7,6%. A faixa anterior era de 6% a 7%. A inflação anual estava em 6,8% em 19 de outubro.

Para o leitor gaúcho, a decisão não muda por si só o preço do diesel ou da gasolina no Rio Grande do Sul. O caminho possível é o mercado internacional de energia: o comunicado menciona riscos de inflação ligados à guerra no Irã e ao seu impacto nos mercados globais de energia.

O que pesa nos preços russos

A governadora do Banco da Rússia, Elvira Nabiullina, afirmou que a economia cresce em ritmo moderado e a inflação segue elevada, sem queda nos componentes de base. O banco estima que o crescimento de preços de base permanece em 5% a 6% ao ano, principalmente por reduções temporárias de capacidade em setores específicos.

Segundo a Reuters, ataques de drones ucranianos a refinarias, gastos do governo e tarifas de serviços públicos mantiveram a inflação alta. O banco central trata parte da alta recente como efeito pontual, caso do encarecimento da gasolina e do diesel após os ataques a refinarias.

A inflação acumulada de 2026 chegou a 6,2% até a última leitura, contra 4,8% no mesmo período do ano passado. A meta do banco é de 4%, nível que a instituição ainda espera atingir em 2027.

Juro alto também em 2027

O banco subiu a projeção da taxa básica média de 2027 para 12,5% a 13,5%, ante 10,5% a 12,5% na estimativa anterior. Isso significa mais um ano com o juro básico acima de 12%.

Os juros altos seguram o crescimento da economia russa e elevam o custo da dívida do governo, que precisa se endividar mais para cobrir o déficit orçamentário. Nabiullina disse que levar a inflação de volta à meta exigirá condições monetárias moderadamente apertadas por mais tempo.

A decisão veio como esperado: todos os 20 analistas consultados pela Reuters na semana projetavam manutenção. Alguns avaliaram que a nova projeção ainda deixa espaço para um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro.

O Banco da Rússia volta a decidir sobre os juros em 18 de dezembro, última reunião de política monetária do ano.

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