Pascoal diz que esquerda "não é majoritária" em Porto Alegre após marcha de Lula
Coordenador da transição de Zucco minimiza o ato de segunda (19), que os organizadores estimam em 200 mil pessoas, e cita a ausência do PT na prefeitura.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O secretário municipal de Educação de Porto Alegre, Leonardo Pascoal (PL), afirmou na terça (20) que a marcha de Lula no Centro Histórico não indica expansão do PT na Capital. Pascoal também coordena a equipe de transição do governador eleito, Luciano Zucco (PL). Ele assumiu a Secretaria Municipal de Educação no início de 2025.
A fala entra na disputa pelo voto da Capital na reta final do segundo turno, marcado para domingo (25). Lula terminou o primeiro turno atrás do adversário no Rio Grande do Sul, mas conquistou a primeira colocação em Porto Alegre.
"Ecossistema favorável" no funcionalismo
Para Pascoal, "a esquerda não é majoritária em Porto Alegre, por isso está fora do poder há 25 anos". Ele disse que pode haver um ambiente favorável a Lula em parte do funcionalismo e em algumas universidades, mas que isso não ecoa na maioria da população. Segundo o secretário, o apoio a Lula também não converte votos para outros nomes do PT. Nas eleições municipais, afirmou, a esquerda perde sempre que direita e centro se unem.
Pascoal atribuiu o encolhimento da oposição às pautas identitárias, que, na avaliação dele, afastaram a esquerda da "vida real" e da população mais humilde. Também apontou a falta de um sucessor político como motivo da concentração de votos em Lula.
A conta dos 25 anos, porém, não fecha. O PT e a esquerda governaram a Capital até o fim de 2004. José Fogaça venceu o PT em 2004 e 2008, e a esquerda não voltou mais à prefeitura depois de 16 anos no comando. Já a afirmação de que a esquerda "não é majoritária" é avaliação política, e a sequência de prefeitos de centro e direita não mede, sozinha, a preferência ideológica do eleitor.
Lula cobra de Flávio a abertura de sigilos
Os organizadores estimam que a caminhada reuniu cerca de 200 mil pessoas. "Essa possivelmente seja a maior manifestação já feita na história de Porto Alegre", disse Lula. Os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro e o senador Paulo Paim acompanharam o presidente.
Lula cobrou que Flávio Bolsonaro (PL) abra os sigilos bancário e telefônico dele, do pai e dos irmãos. O presidente disse que entregaria na terça (20) ao presidente do TSE uma autorização para a quebra do próprio sigilo telefônico e bancário e o da família. No carro de som, ele afirmou querer saber onde estão os R$ 134 milhões do Banco Master.
A cifra, segundo a imprensa, refere-se a um pedido de financiamento atribuído a Flávio para um filme sobre Jair Bolsonaro, em negociação ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Não há comprovação de que o valor tenha sido pago.
Lula também chamou Flávio de "miliciano desqualificado" ao comentar o debate da Band. No debate de domingo (18), Flávio exibiu a palavra "Corrupto" escrita na palma da mão.
O segundo turno da eleição presidencial acontece no domingo (25). Os eleitores de Porto Alegre votam nos locais de sempre, de acordo com o título.
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