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Diretor da SBIm vê recusa da vacina de hepatite B ao nascer em maternidades privadas

Juarez Cunha liga os casos ao discurso que circula nas redes depois das mudanças do governo americano, que ele diz não terem base científica.

Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

Foto: Diretor da SBIm vê recusa da vacina de hepatite B ao nascer em maternidades privadas
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Diretor da SBIm vê recusa da vacina de hepatite B ao nascer em maternidades privadas

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, relatou que pais têm recusado a vacina contra a hepatite B logo após o parto, em especial em maternidades particulares brasileiras. Segundo ele, o movimento acompanha as mudanças na política de vacinação dos Estados Unidos.

Quadro: Diretor da SBIm vê recusa da vacina de hepatite B ao nascer em maternidades privadas
Entenda em um quadro · Bairrista

O calendário do Brasil não mudou. Cunha afirma que o país não adotou as alterações americanas, mas que os discursos circulam nas redes sociais e influenciam decisões de famílias brasileiras. Como o calendário nacional não mudou, a dose ao nascer segue valendo nas maternidades de todo o país, inclusive as gaúchas.

Cunha diz que mudança nos EUA não tem base científica

Segundo Cunha, as mudanças não têm respaldo científico e podem gerar confusão entre as famílias. A Academia Americana de Pediatria mantém recomendações diferentes das adotadas pelo governo. Na entrevista, ele cita a mudança que tirou a dose ao nascer da recomendação para todos os bebês americanos. A vacina passou a ser indicada apenas para crianças de alto risco ou por decisão do médico e da família.

O diretor da SBIm vê um efeito direto na adesão. "A confiança é fundamental para a gente ter sucesso na vacinação", afirmou.

Por que a dose logo ao nascer importa

A vacina previne infecções que podem evoluir para doenças crônicas do fígado. Cunha explicou que, em adultos, há 90% de chance de a infecção não se tornar crônica, e que a doença crônica pode levar a cirrose e câncer de fígado. "Na criança, é exatamente o contrário: a chance de se tornar crônica é de 90%", disse.

Para Cunha, a perda de confiança nas vacinas dificulta o controle de doenças que podem voltar a circular quando a cobertura vacinal cai. Ele afirma que a vacinação precisa alcançar 95% de cobertura para proteger a população, inclusive quem não pode se vacinar, como alguns recém-nascidos.

A SBIm orienta que as famílias sigam o calendário oficial e conversem com a equipe de saúde da maternidade e com o pediatra antes de recusar qualquer vacina.

Perguntas frequentes

A vacina contra hepatite B deve ser dada logo ao nascer?

Sim. O calendário nacional brasileiro não mudou, e a dose ao nascer segue valendo nas maternidades de todo o país, inclusive no Rio Grande do Sul.

Por que a dose ao nascer da hepatite B é importante?

Porque a vacina previne infecções que, na criança, têm 90% de chance de se tornar crônicas, podendo levar a cirrose e câncer de fígado.

Qual cobertura vacinal é necessária para proteger a população?

Segundo Juarez Cunha, a vacinação precisa alcançar 95% de cobertura para proteger a população, inclusive recém-nascidos que não podem se vacinar.

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