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Alunas do Sesi de Pelotas criam canudo comestível de mandioca e casca de beterraba

O projeto Strawberry passou por seis testes de formulação e foi apresentado a cerca de 2 mil visitantes do Futur.E, mas o canudo ainda precisa ganhar resistência.

Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Three young students standing beside a bright exhibition stand at a science and innovation fair, holding colorful edible straws made from ca
Imagem: Bairrista

TÍTULO: Alunas do Sesi de Pelotas criam canudo comestível de mandioca e casca de beterraba

TEXTO: Três estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Sesi de Pelotas criaram um canudo biodegradável e comestível à base de mandioca. O projeto Strawberry foi apresentado nesta quarta-feira (21) no Futur.E, evento de educação e inovação do Sistema Fiergs. O circuito de 2026 também passou por Bento Gonçalves, Novo Hamburgo e Lajeado.

Maryni de Pinho, de 17 anos, Myla Rodrigues, de 18, e Isabelli Gonsales, de 17, queriam reduzir o descarte de plástico com uma alternativa que também tivesse sabor e aroma agradáveis. "A gente trouxe uma solução que pode ser mais viável e atrativa para o público", afirmou Myla.

Receita usa casca de mandioca e de beterraba

A mandioca é a base do canudo. A receita leva ainda glicerina vegetal, gelatina incolor e com sabor, goma xantana e ágar-ágar. Cascas de beterraba servem de corante natural.

Segundo Isabelli, o aproveitamento de sobras é o diferencial do trabalho. "Todo o material é reaproveitado", disse, citando a casca e o bagaço da mandioca.

O grupo fez seis testes, com concentrações diferentes dos ingredientes. A sexta formulação deu os melhores resultados até agora, mas a resistência do canudo ainda precisa melhorar. O trabalho faz parte da conclusão do Ensino Médio e teve a orientação dos professores Igor Pereira e Raquel dos Santos, além do apoio da direção.

Futur.E reuniu mais de 25 escolas

O evento teve mais de 25 escolas, a maioria da rede municipal de Pelotas, além de instituições de Morro Redondo e Capão do Leão. A organização estimou mais de 2 mil visitantes, dos quais cerca de 1,3 mil eram estudantes da rede pública municipal pelotense.

O gerente de Educação do Sesi-RS, Pedro Henrique Boanova, disse que os protótipos mostrados no evento "são fruto de pesquisas" dos alunos ao longo do ano. Ele afirmou que a ideia é estimular a rede pública a criar projetos de pesquisa científica.

Daqui para a frente, Maryni, Myla e Isabelli querem apresentar o Strawberry a mais pessoas e aprimorar a fórmula do canudo.

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