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Operação Mulher Segura prende 57.790 em 141 dias; Região Sul responde por 36%

Balanço do Ministério da Justiça aponta 49.129 flagrantes e 228 mil vítimas atendidas desde 1º de junho; meta é chegar a 100 mil presos até dezembro.

Por que afeta o RS: A Região Sul, que inclui o Rio Grande do Sul, concentrou 36% das prisões de agressores de mulheres no período.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 1 min de leitura

Agentes da Polícia Civil do RS reunidos antes da deflagração da Operação Mulher Segura 2026, no combate à violência contra mulheres.
Foto: Divulgação/Governo do RS

A Operação Mulher Segura 2026 prendeu 57.790 agressores de mulheres e atendeu cerca de 228 mil vítimas em 141 dias, segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgado nesta semana. A operação começou em 1º de junho e chegou a 4.253 municípios.

Quadro: Operação Mulher Segura prende 57.790 em 141 dias; Região Sul responde por 36%
Em números · Bairrista

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a Região Sul concentrou 36% das prisões, o maior percentual do país, o que coloca os gaúchos no centro da operação. O Centro-Oeste vem em seguida, com 26%, e depois o Sudeste (18%), o Nordeste (15%) e o Norte (4%). O balanço nacional não separa os números por estado.

Flagrantes são a maioria

Dos 57.790 presos, 49.129 foram detidos em flagrante e 8.661 cumpriam mandados judiciais. Lesão corporal é o crime mais registrado, com 16.644 casos, seguida por ameaça, com 15.019.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que coordena a ação, mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a média passa de 11 mil prisões por mês e atribuiu o resultado à integração entre a União e os estados.

O que a operação faz na prática

Além de prender, as equipes visitam mulheres com medidas protetivas, acompanham os casos de maior risco e atendem vítimas. O foco são situações que podem evoluir para formas mais graves de violência, como o feminicídio. A ação é permanente e reúne forças de segurança estaduais e federais.

O ministério espera chegar a 100 mil agressores presos até o fim do ano.

Vítimas e testemunhas de violência contra a mulher podem ligar para o Ligue 180, a central de atendimento da mulher, que funciona 24 horas. Em caso de risco imediato, o telefone é o 190.

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