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ONU corta ajuda alimentar a 500 mil pessoas em Gaza por falta de dinheiro

Rações caem pela metade e refeições quentes diárias passam de 250 mil para 150 mil, enquanto o inverno se aproxima no território.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Foto: ONU corta ajuda alimentar a 500 mil pessoas em Gaza por falta de dinheiro
Foto: Divulgação/ONU

TÍTULO: ONU corta ajuda alimentar a 500 mil pessoas em Gaza por falta de dinheiro

TEXTO: O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU, anunciou nesta segunda (19) que reduziu a assistência a famílias na Faixa de Gaza, o que afeta 500 mil pessoas. O número de beneficiários mensais cai de 1,6 milhão para 1,1 milhão, uma queda de 31%.

A agência atribui a decisão à falta de recursos. O PMA informou que recebeu menos da metade do financiamento de anos anteriores para sua operação na Palestina em 2026. O diretor interino da agência, Carl Skau, afirmou que o obstáculo é financeiro, e não restrição de acesso.

O que muda na distribuição

Desde este mês, as rações foram reduzidas pela metade: cada família recebe um pacote de alimentos em vez de dois, além de menos farinha de trigo. As refeições quentes diárias caíram de 250 mil para 150 mil, e o valor da assistência em dinheiro para 75 mil famílias também foi reduzido.

O PMA mantém parte dos serviços. A agência continua a apoiar padarias que abastecem cerca de um terço do pão de Gaza, a dar apoio nutricional a 300 mil mulheres e crianças e a distribuir lanches escolares a 200 mil crianças.

Fome atinge dois terços da população

Cerca de 1,4 milhão de pessoas, 67% da população de Gaza, enfrentam insegurança alimentar em nível de crise ou pior, segundo a classificação internacional IPC, incluindo cerca de 200 mil em situação de emergência. O número é menor que o do fim de 2025, quando eram 1,6 milhão (77%), mas o PMA classifica a melhora como modesta e frágil.

Skau disse que os cortes chegam às vésperas do quarto inverno. O escritório de imprensa do governo de Gaza, comandado pelo Hamas, chamou o anúncio de "catastrófico" e disse que ele pode acelerar a fome.

O PMA pede US$ 450 milhões para manter as operações críticas em Gaza e na Cisjordânia pelos próximos seis meses.

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