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Netanyahu ordena fechamento total da Cisjordânia após ataque em Hebron que fere cinco

Dois dos feridos estão em estado crítico; o Exército matou os dois atacantes, e o Hamas chamou a ação de "heroica" sem assumir a autoria.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A quiet, empty city street at dusk, lined with low st
Ilustração: Bairrista

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira (23) o fechamento total da Cisjordânia ocupada. A decisão veio depois de um tiroteio perto de Hebron, no sul do território, que deixou cinco israelenses feridos. O ataque ocorreu a poucos dias de uma eleição decisiva para a permanência de Netanyahu no poder. Os israelenses votam na terça-feira (27).

Quadro: Netanyahu ordena fechamento total da Cisjordânia após ataque em Hebron que fere cinco
Entenda em um quadro · Bairrista

A ordem pode alterar a circulação de pessoas e mercadorias na região e entra na reta final da campanha em Israel, o que tende a pesar na repercussão internacional.

O ataque

O tiroteio ocorreu pela manhã, no cruzamento de Judeia, na rodovia 35, perto de um posto de controle nos arredores de Hebron. Segundo o Exército, os agressores portavam um fuzil M16 e uma pistola. Soldados mataram os dois homens no local.

O serviço de emergência israelense atendeu cinco feridos: dois em estado crítico, um com ferimentos moderados e dois leves. Eles foram levados a hospitais de Jerusalém. Autoridades israelenses disseram que os cinco são israelenses na casa dos 20 anos. Nomes e funções não foram divulgados.

A imprensa palestina identificou os atacantes como dois parentes de 27 anos, moradores de Hebron. O Exército afirmou que eles planejavam um ataque de grande escala contra israelenses. O Exército não apresentou, até agora, ligação formal dos dois com o Hamas ou com outro grupo armado.

O que muda com o fechamento

O gabinete de Netanyahu informou que mandou o Exército e as forças de segurança cercarem Hebron de imediato e se prepararem para o fechamento total de toda a Cisjordânia, com efeito já nesta sexta. A agência EFE descreve o bloqueio como indefinido. O governo não detalhou os pontos de controle afetados nem exceções para casos humanitários.

Netanyahu disse, em publicação na rede X, que as forças de segurança atuam "com intensidade ampliada" e fazem ondas de prisões. Ele prometeu perseguir "terroristas do Hamas" e quem os envia, em qualquer lugar. O Exército anunciou também operações nas casas dos atacantes e de outros suspeitos.

A Autoridade Palestina não se manifestou. A região vive semanas de tensão, com uma onda de violência de colonos e de operações militares desde o início da colheita de azeitonas, com palestinos, ativistas e jornalistas americanos entre os atacados e detidos.

Reação política e do Hamas

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que mora na colônia de Kiryat Arba, em Hebron, pediu o desmantelamento da Autoridade Palestina. Ele também defendeu que a Autoridade seja desmilitarizada e sua infraestrutura "de terror" eliminada.

O Hamas celebrou o ataque em comunicado e convocou palestinos armados a intensificar ações contra soldados e colonos. O grupo não reivindicou a autoria. Netanyahu também mandou o Likud, seu partido, cancelar os eventos de campanha desta sexta.

Eleição na terça

A Cisjordânia e Gaza já deveriam ficar fechadas na segunda (26) e na terça (27) por causa da eleição israelense. O Exército informou que continua a buscar possíveis envolvidos no ataque de Hebron.

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