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Novo PET/CT acha 97,9% das lesões de câncer de rim de células claras em estudo preliminar

Pesquisa turca com 68 pacientes, apresentada em Viena, comparou o radiotraçador experimental com o PET tradicional; o trabalho não mediu sobrevida.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A glowing translucent human torso silhouette with two
Ilustração: Bairrista

Um novo exame de PET/CT identificou 97,9% das lesões de carcinoma renal de células claras, contra 47,1% do PET com FDG. O resultado foi apresentado nesta terça (20) no 39º Congresso da Associação Europeia de Medicina Nuclear (EANM'26), em Viena. O estudo, prospectivo e multicêntrico, reuniu 68 pacientes com carcinoma de células renais.

Por ora, nada muda na rotina de quem trata câncer de rim no RS. O radiotraçador é experimental, e não há informação sobre oferta do exame no Brasil. O estudo também não mostra se o método aumenta a sobrevida dos pacientes.

Como o exame procura o tumor

O FDG, usado em vários tipos de câncer, segue o consumo de glicose pelas células. O [⁶⁸Ga]Ga-DPI-4452 mira outra coisa: a anidrase carbônica IX (CAIX), proteína muito presente no carcinoma de células claras e quase ausente no tecido renal normal. Nos Estados Unidos, o FDA deu status de via rápida ao agente, que está em ensaio clínico de fase 1/2.

Nas 492 lesões confirmadas, o novo exame detectou 90,9%, ante 56,7% do FDG. Na acurácia por paciente com células claras, foram 98,2% contra 77,2%. O novo PET alterou a conduta ou o estágio da doença em 30,9% dos pacientes, ante 5,9% com FDG.

A autora principal é Esra Arslan, da Universidade de Ciências da Saúde da Turquia. Halil Kömek consta entre os coautores.

Limites que os autores reconhecem

Os pesquisadores dizem que serão necessários estudos com mais pacientes e em outros subtipos de carcinoma renal, em que a CAIX pode ser menor e mais variável. No conjunto de todos os tipos de câncer de rim, a vantagem do novo PET não foi estatisticamente significativa.

A comparação foi feita com o PET com FDG, que tem limitações conhecidas no câncer renal. O estudo não colocou o novo exame frente a frente com a tomografia com contraste, que segue como exame de referência para avaliar a doença.

Como próximo passo, os autores apontam estudos prospectivos de mais longo prazo, para saber se as mudanças de estadiamento e de conduta resultam em melhores desfechos para os pacientes.

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