Mpox dispara no Rio de Janeiro; no RS, vacina segue restrita a grupos de risco
Última atualização da Secretaria Estadual da Saúde, de fevereiro, apontava um caso confirmado em 2026 no estado, morador de Porto Alegre.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

A mpox avançou no Rio de Janeiro nos últimos meses, segundo reportagens publicadas em 30 e 31 de outubro. A capital fluminense teria registrado 74 casos confirmados em setembro e outubro, contra 10 no mesmo período de 2025. Os números chegam por manchetes e reportagens da imprensa carioca, atribuídos ao Observatório Epidemiológico do município e à Secretaria de Estado de Saúde do RJ. O Bairrista não localizou os boletins originais.
Para quem vive no Rio Grande do Sul, a vacina contra a mpox segue restrita a grupos de risco. Em fevereiro, a Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) confirmou o primeiro caso de 2026 no estado, em Porto Alegre.
Rio tem alta de casos e dificuldade de vacina
A capital soma 167 casos confirmados em 2026 até 29 de outubro, contra 94 em todo o ano de 2025. No estado do Rio, a Secretaria de Estado de Saúde informou 211 confirmações em 2026 até 27 de outubro, contra 119 no ano passado. A pasta diz acompanhar o cenário e afirmou que, por ora, não é possível declarar epidemia.
Sobre a vacina, há relatos de dificuldade para encontrar doses na capital. O deputado federal Daniel Soranz, ex-secretário municipal de Saúde do Rio e presidente da Frente Parlamentar da Vacina, afirma que o SUS recebeu poucas doses e que a maior parte das pessoas de risco não foi vacinada.
E no Rio Grande do Sul
Em 2024, o RS contabilizou 21 casos confirmados e, em 2025, outros 22. Em fevereiro, a SES confirmou o primeiro caso de 2026, de um paciente residente de Porto Alegre. Naquele momento, nove casos suspeitos haviam sido descartados e dois seguiam em investigação.
A estratégia de vacinação segue as recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Desde o início da estratégia, 865 doses haviam sido aplicadas no estado. Entre os grupos elegíveis estão pessoas vivendo com HIV/aids, com 18 anos ou mais e contagem de linfócitos T CD4 abaixo de 200 células nos últimos seis meses. Também entram profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em ambientes de biossegurança NB-2, com idades entre 18 e 49 anos. Segundo o Ministério da Saúde, contatos de risco com casos suspeitos ou confirmados também podem receber a vacina após a exposição. O prazo é de até quatro dias após o contato.
Como se prevenir
A SES-RS recomenda higienizar as mãos com frequência, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar contato com pessoas com lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado. Quem notar sintomas compatíveis deve procurar atendimento de saúde. Em caso de suspeita ou confirmação, a orientação da secretaria do Rio de Janeiro é isolar-se e evitar contato físico próximo até a cicatrização completa das lesões.
Os serviços municipais de saúde notificam os casos suspeitos, coletam amostras e as enviam ao Laboratório Central do Estado (Lacen).
Serviço: quem apresentar lesões na pele ou nas mucosas, ou tiver tido contato de risco com caso suspeito ou confirmado, deve procurar a unidade básica de saúde do seu município. Quem se enquadra nos grupos prioritários deve consultar a secretaria municipal de Saúde sobre a disponibilidade de doses na sua cidade.
Saber mais: fontes consultadas (2)
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