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MP cumpre dois mandados em Santa Vitória do Palmar por desvio de R$ 137 mil de acolhidos

Operação Casa Acolhida apura se ex-diretor de instituição ficou com Bolsa Família, BPC e outros benefícios de crianças e adolescentes, e investiga falsificação de documentos bancários.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 1 min de leitura

Agentes do Gaeco do Ministério Público e da Brigada Militar durante o cumprimento de mandado de operação do MP.
Foto: Divulgação/Olitoraneo

O Ministério Público do RS (MPRS) cumpriu, nesta sexta-feira (23), dois mandados de busca e apreensão em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Estado. A investigação apura a apropriação de pelo menos R$ 137 mil pertencentes a uma casa de acolhimento da cidade, além de empréstimos de valor superior a R$ 40 mil.

Quadro: MP cumpre dois mandados em Santa Vitória do Palmar por desvio de R$ 137 mil de acolhidos
Em números · Bairrista

O dinheiro seria de crianças e adolescentes que vivem em acolhimento, ou seja, afastados da família por decisão de proteção. Conforme o MPRS, os valores estavam vinculados a processos de medidas de proteção e deveriam ser administrados em benefício dos acolhidos.

Benefícios em nome dos acolhidos

A ação foi batizada de Operação Casa Acolhida. Ela foi deflagrada pela Promotoria de Justiça do município, de forma integrada com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Brigada Militar.

A investigação é coordenada pelo promotor de Justiça Henrique Maciel Knipp. Ela aponta que um ex-diretor da instituição se apropriou de Bolsa Família, proventos do Menor Aprendiz, Pé-de-Meia e Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), em nome dos acolhidos. O MPRS não divulgou o nome do ex-diretor.

Segundo Knipp, o objetivo da ação foi coletar provas para o avanço das apurações.

Indício de falsificação na prestação de contas

Durante a apuração, o MPRS identificou indícios de falsificação de documentos bancários usados na prestação de contas apresentada ao Poder Judiciário.

A investigação tramita em um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do próprio Ministério Público. O MPRS não informou prazo para a conclusão das apurações nem se há outros alvos além do ex-diretor.

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