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EconomiaBrasilAfeta o RS

MP abre R$ 6,49 bilhões em crédito para exportadores atingidos pelo tarifaço dos EUA

O dinheiro vai para o Fundo de Garantia à Exportação e financia empresas e pessoas físicas do Plano Brasil Soberano, mas não é repassado direto às empresas.

Por que afeta o RS: Exportadores gaúchos do agro e da indústria podem acessar os financiamentos previstos na MP, que se aplica a empresas e pessoas físicas exportadoras do país.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Funcionário inspeciona motor de aeronave em linha de montagem de fábrica, com bandeira do Brasil ao fundo.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 6.494.296.446 para financiar exportadores e fornecedores do Plano Brasil Soberano. A Medida Provisória nº 1.397 foi publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça (20).

Para o Rio Grande do Sul, que exporta indústria e agro aos EUA, o crédito interessa de perto. Segundo a Federação das Indústrias do RS (Fiergs), 87,2% das exportações gaúchas aos Estados Unidos sofrem algum tipo de tarifa. A federação também calculou que as sobretaxas da Seção 301, em vigor desde julho, atingem 50,4% das vendas do estado ao mercado norte-americano, o equivalente a US$ 830,1 milhões.

Dinheiro financia operações, não vai direto às empresas

Os recursos não são transferidos diretamente às empresas. O dinheiro paga financiamentos operados pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que fica sob o Ministério da Fazenda.

O crédito está em favor de Encargos Financeiros da União. A ação orçamentária prevê financiamentos a pessoas físicas e jurídicas de direito privado que exportam bens e serviços, além de seus fornecedores. O valor integral sai do orçamento fiscal.

A MP tem base nos artigos 62 e 167, parágrafo 3º, da Constituição, que tratam do crédito extraordinário. Ela vale desde a publicação, com força de lei, mas precisa ser convertida pelo Congresso Nacional em até 120 dias.

Quem pode pedir o crédito do Brasil Soberano

As regras de acesso são as do próprio plano, ajustadas em junho. O governo baixou de 5% para 1% o peso mínimo das exportações no faturamento bruto exigido das empresas dos grupos 1 e 3.

O grupo 1 reúne exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas dos EUA. Entre os setores estão aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro. O grupo 3 trata de exportadores industriais com operações em países do Oriente Médio afetados por conflitos na região.

Na agropecuária, a Federação da Agricultura do RS (Farsul) levantou que 70,4% das exportações agropecuárias gaúchas aos EUA em 2025, que somaram US$ 541 milhões, estavam sujeitas à sobretaxa de 25%.

Como consultar a elegibilidade

Desde junho, as empresas dos grupos 1 e 3 consultam se podem acessar o crédito pela plataforma Gov.br, com certificado digital. As do segundo grupo precisam conferir se o CNAE registrado no CNPJ está entre os contemplados pela regulamentação. O plano financia capital de giro, produção para exportação, compra de máquinas e equipamentos, entre outras finalidades.

Quem quer saber se a empresa se enquadra deve consultar a elegibilidade no Gov.br, com certificado digital.

Perguntas frequentes

Como saber se minha empresa pode pedir o crédito do Brasil Soberano?

A consulta de elegibilidade é feita no Gov.br, com certificado digital. Empresas dos grupos 1 e 3 podem acessar; as do segundo grupo precisam conferir se o CNAE do CNPJ está entre os contemplados pela regulamentação.

O dinheiro da MP vai direto para as empresas?

Não. Os recursos pagam financiamentos operados pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), vinculado ao Ministério da Fazenda, e não são transferidos diretamente às empresas.

Qual o prazo para o Congresso converter a MP 1.397?

A medida provisória tem força de lei desde a publicação no Diário Oficial da União, mas precisa ser convertida pelo Congresso Nacional em até 120 dias.

Quais setores podem acessar o crédito?

O grupo 1 reúne exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas dos EUA, como aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro. O grupo 3 trata de exportadores industriais com operações em países do Oriente Médio afetados por conflitos na região.

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