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Morre aos 92 anos o juiz Alvin Hellerstein, que conduzia o caso Maduro em Nova York

Magistrado de Manhattan morreu de causas naturais, segundo o tribunal, e o processo será sorteado para outro juiz; julgamento está previsto para junho de 2027.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): Quiet dusk view of a stone federal courthouse facade
Ilustração: Bairrista

Alvin K. Hellerstein, juiz federal sênior do Distrito Sul de Nova York, morreu nesta quarta-feira (28), aos 92 anos. Segundo o tribunal, ele morreu de causas naturais, pouco antes de completar 93 anos. Hellerstein era o responsável pelo processo criminal contra o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores.

Quadro: Morre aos 92 anos o juiz Alvin Hellerstein, que conduzia o caso Maduro em Nova York
Entenda em um quadro · Bairrista

Segundo Ed Friedland, executivo do tribunal, o processo de Maduro e os demais casos do juiz serão sorteados para outro magistrado federal. O julgamento por narcoterrorismo e tráfico de drogas está marcado para junho de 2027, conforme o New York Times.

Hellerstein foi nomeado pelo presidente Bill Clinton para a corte de Nova York em 1998 e atuou em ações sobre os atentados de 11 de setembro de 2001. Ele passou à condição de juiz sênior em 2011, mas seguiu julgando, e recebeu o caso Maduro em janeiro deste ano. Também negou repetidas vezes os pedidos de Donald Trump para levar o processo criminal do caso do pagamento a uma atriz pornô da Justiça estadual para a federal.

A morte veio pouco depois de uma audiência no caso. Neste mês, ele conduziu a audiência em que Maduro e Cilia Flores responderam a acusações de tortura, somadas à acusação original de conspiração por narcoterrorismo. Maduro se recusou duas vezes a apresentar defesa, e o juiz registrou em nome dele a declaração de inocente.

A morte foi confirmada pela juíza-chefe do tribunal, Laura Taylor Swain. O advogado de Maduro, Barry Pollack, disse à CBS News que a defesa recebeu a notícia com tristeza e ofereceu condolências à família.

O processo continua no tribunal federal de Manhattan.

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